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Passagem de Lula por Maceió serviu de termômetro para as eleições

JHC e Renan Filho foram ovacionados; na plateia, apoiadores trocaram ofensas

23/01/2026 17h05 - Atualizado em 23/01/2026 17h05
Passagem de Lula por Maceió serviu de termômetro para as eleições

O evento que contou com a presença do presidente Lula (PT) em Maceió, nesta sexta-feira (23), e reuniu adversários políticos no mesmo palanque serviu como um termômetro para as eleições de outubro.

Enquanto JHC, no palco, falava sobre pacto com Lula — reacendendo o “Acordo de Brasília” —, apoiadores do prefeito e militantes do PT trocaram ofensas pouco antes do início da cerimônia.

O clima de animosidade eleitoral, meses antes da disputa em si, revela que a polarização ainda está na ordem do dia e aponta para uma eleição acirrada.

No cenário local, JHC e Renan Filho foram ovacionados pelo público, reforçando a indefinição que tem sido apontada pelas últimas pesquisas eleitorais.

Para a dupla, a reação foi positiva. Mas para o deputado Arthur Lira (PP), um dos responsáveis pela viabilização de emendas para conjuntos habitacionais, sobraram apenas as vaias.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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