Blog do Roberto Ventura

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Isolamento político; um fim melancólico

23/01/2026 17h05 - Atualizado em 23/01/2026 17h05
Isolamento político; um fim melancólico

Acompanhei as procissões de Santa Maria Madalena em União dos Palmares e, depois, a de São Sebastião em Messias, onde um detalhe despertou minha curiosidade e chamou bastante a minha atenção. Assim como outros observadores e, como todo bom observador, percebi que a popularidade de determinados políticos que estão no poder, bem como os que estão fora dele, está em baixa.

Acostumados a sempre estarem cercados por eleitores - e aí eu incluo os famosos chumbetas de plantão - percebi que políticos recém-saídos do poder, amargando um isolamento explícito, escancarado. Nem os famosos puxa-sacos os acompanhavam; uma demonstração de rejeição e isolamento; e o pior: os exemplos são dos mais diversos, mas mesmo assim, eles não aprendem a lição.

Mas, o poder tem dessas coisas. A partir do momento em que o político deixa o mandato, não mais exerce o poder de mando, ele começa a sentir o peso do desprezo, do isolamento, e aqueles que o paparicavam, os famigerados amigos do poder, lhes dão às costas, já não mais o bajulam e o resultado de tudo isso é cair no ostracismo político.

Ao deixar o mandato, aqueles que diziam serem amigos fiéis, os abandonam e ignoram e, quando ainda tem o poder da caneta e não realiza os benefícios que a população espera, também são escanteados por essa mesma população.

Com a caneta na mão, travestidos de poder, muitos deles esquecem-se dos verdadeiros amigos, daqueles que estiveram sempre ao seu lado, mas sem o poder de decisão, de influência, ficam fragilizados e passam a sentir o cheiro e o gosto do menosprezo.

Isso atinge não somente aos que exerceram e ainda exercem a chefia do Poder Executivo, mas também, a funcionários do alto escalão, ou seja, secretários, chefes de departamentos, bem como, outros funcionários graduados da administração.

O poder é efêmero, ou seja, é passageiro, transitório, temporário, por isso, não adianta humilhar, maltratar, porque tudo na vida é momentâneo, nada é para sempre, até porque, eterno mesmo só Jesus Cristo, porque o resto é pura balela -  e, sem esquecer que  a vida é uma verdadeira roda gigante.

A classe política passa por um descrédito sem precedentes e, tudo isso, devido às ações daqueles que estão no poder e que legislam simplesmente em causa própria, e aí terão que conviver com todos esses problemas no mandato e no pós.

Sobre o blog

Roberto Ventura: Bel. em   Ciências Sociais ( Cientista Político),   Jornalista, Radialista, Pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Marketing, cursou Marketing Político, Ex-Arbitro de Futebol Profissional

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