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Após impasse, orçamento de R$ 5,6 bilhões de Maceió será votado pela Câmara nesta quinta-feira

Parecer do relator já foi encaminhado para a Presidência da Casa e aguarda a definição exata da data

27/01/2026 13h01 - Atualizado em 27/01/2026 13h01
Após impasse, orçamento de R$ 5,6 bilhões de Maceió será votado pela Câmara nesta quinta-feira

A Câmara de Maceió deve aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 nesta quinta-feira (29) após um impasse envolvendo o duodécimo dos vereadores que travou o andamento da pauta na Casa.

Com uma previsão de R$ 5,6 bilhões, o orçamento da capital foi encaminhado para a Presidência da Casa de Mário Guimarães após aprovação do texto do relator na Comissão de Orçamento, Marcelo Palmeira (PL).

De acordo com o vereador, com a aprovação, a Câmara irá garantir a continuidade plena dos serviços públicos e a realização de novas ações pela Prefeitura.

“O mês de janeiro não teve maiores dificuldades, pois é um mês praticamente de recesso e a Prefeitura conseguiu dar andamento em todos os projetos utilizando um doze avos do orçamento do ano passado. O relatório foi bem simples, pois não aprecia politicamente, mas constitucionalmente, e o plenário é que vai fazer o julgamento político”, detalhou.

O impasse


Em 2025, a Câmara de Maceió teve direito a cerca de R$ 120 milhões em repasses do duodécimo. Segundo a previsão financeira para 2026, o valor repassado para a Casa deveria sofrer um aumento de cerca de R$ 6 milhões.

No entanto, o prefeito JHC (PL) propôs um incremento de apenas 2 milhões, o que causou insatisfação generalizada nos bastidores do Legislativo municipal.

Ao que tudo indica, ambas as partes chegaram em um acordo para garantir a aprovação do orçamento para a cidade de Maceió.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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