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MDB articula ex-prefeitos em chapa e pode eleger até três federais

Kil Freitas e Renato do Pilar são as apostas do grupo, que já cumpriu a cota de gênero

27/01/2026 17h05 - Atualizado em 27/01/2026 17h05
MDB articula ex-prefeitos em chapa e pode eleger até três federais

Atuando em silêncio, o MDB já praticamente fechou a chapa de deputados federais que vai para a disputa em outubro. Segundo interlocutores, o plano A é reeleger os dois parlamentares da sigla, Rafael Brito e Isnaldo Bulhões - no entanto, uma boa performance nas urnas pode levar até a três eleitos.

Outra questão já resolvida é a cota de gênero, já que com a presença da ex-vereadora de Maragogi Elba Vasconcelos, a chapa tem três integrantes do sexo feminino alinhadas: Além de Elba, a ex-deputada Tereza Nelma e a atual vereadora da capital Fátima Santiago.

Chicão, diretor do Hospital Carvalho Beltrão, em Coruripe, é outro escalado pelo MDB para a chapa. Bem votado como deputado estadual em 2022, o dirigente resolveu ‘subir’ para a busca de uma vaga a federal.

Por último, dois ex-prefeitos devem buscar um mandato pelo partido: o de União dos Palmares, Kil Freitas, busca superar as divergências com seu sucessor, Júnior Menezes, e ser o candidato ‘oficial’ do governo na região da mata.

E Renato Filho, após duas gestões bem avaliadas no Pilar, pode ser escalado pelo partido para o grupo - porém, a situação do ex-prefeito ainda é de indefinição, já que mantém diálogo também com Arthur Lira e o PP, numa composição que envolve também a deputada Fátima Canuto.

Com Renatinho na chapa, avaliadores internos afirmam que é possível ao grupo eleger até três federais, o que tornaria o MDB uma das maiores bancadas de Alagoas.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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