Politicando
Oposição aos Calheiros pode lançar até quatro candidaturas ao Senado
Briga interna pode acabar com todos se candidatando ao mesmo cargo e dividindo eleitorado
De olho em uma ou até mesmo nas duas vagas que serão disputadas ao Senado nas eleições de outubro, nomes que estão em campo divergente do MDB e do senador Renan Calheiros podem lançar até quatro candidaturas diferentes, entre cinco perfis que já se colocaram na briga.
No grupo mais fechado de JHC, é dado como certo que ele ou a primeira-dama Marina Cândia vai disputar uma vaga - o que depende diretamente das articulações do prefeito sobre sua candidatura ao governo do estado. Se não concorrer ao Palácio Zumbi dos Palmares, Cândia é um nome quase definido.
Dentro do mesmo grupo, Arthur Lira vem articulando sua candidatura desde 2025. Com forte presença entre os prefeitos e conexões políticas fortes, o nome do atual deputado federal é o mais difícil de ser derrubado entre os candidatos vistos como de direita.
No entanto, dois nomes ameaçam a hegemonia e o favoritismo de Lira e JHC/Cândia: Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho.
Gaspar vem intensificando o teste do seu nome como candidato ao senado desde o início deste ano, e vem arregimentando uma verdadeira legião de admiradores nas redes sociais. No entanto, precisa resolver questões partidárias importantes para ter seu nome na urna disputando o cargo.
Davi Davino é outro que, após um mergulho estratégico no final de 2025, surgiu com força afirmando que sua candidatura ao Senado em 2026 é irreversível. Seu partido, o Republicanos, tem dado suporte até o momento - embora caciques da sigla tenham boa relação com Arthur Lira.
Num cenário mais extremo, é possível que quatro candidaturas de direita sejam lançadas ao cargo, o que torna imprevisível o resultado final das urnas - já que todos os nomes disputam em tese o mesmo eleitorado.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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