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Oposição aos Calheiros pode lançar até quatro candidaturas ao Senado

Briga interna pode acabar com todos se candidatando ao mesmo cargo e dividindo eleitorado

27/01/2026 17h05 - Atualizado em 27/01/2026 17h05
Oposição aos Calheiros pode lançar até quatro candidaturas ao Senado

De olho em uma ou até mesmo nas duas vagas que serão disputadas ao Senado nas eleições de outubro, nomes que estão em campo divergente do MDB e do senador Renan Calheiros podem lançar até quatro candidaturas diferentes, entre cinco perfis que já se colocaram na briga.

No grupo mais fechado de JHC, é dado como certo que ele ou a primeira-dama Marina Cândia vai disputar uma vaga - o que depende diretamente das articulações do prefeito sobre sua candidatura ao governo do estado. Se não concorrer ao Palácio Zumbi dos Palmares, Cândia é um nome quase definido.

Dentro do mesmo grupo, Arthur Lira vem articulando sua candidatura desde 2025. Com forte presença entre os prefeitos e conexões políticas fortes, o nome do atual deputado federal é o mais difícil de ser derrubado entre os candidatos vistos como de direita.

No entanto, dois nomes ameaçam a hegemonia e o favoritismo de Lira e JHC/Cândia: Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho.

Gaspar vem intensificando o teste do seu nome como candidato ao senado desde o início deste ano, e vem arregimentando uma verdadeira legião de admiradores nas redes sociais. No entanto, precisa resolver questões partidárias importantes para ter seu nome na urna disputando o cargo.

Davi Davino é outro que, após um mergulho estratégico no final de 2025, surgiu com força afirmando que sua candidatura ao Senado em 2026 é irreversível. Seu partido, o Republicanos, tem dado suporte até o momento - embora caciques da sigla tenham boa relação com Arthur Lira.

Num cenário mais extremo, é possível que quatro candidaturas de direita sejam lançadas ao cargo, o que torna imprevisível o resultado final das urnas - já que todos os nomes disputam em tese o mesmo eleitorado.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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