Politicando
Na surdina, Marx Beltrão troca o PP pelo União Brasil
Deputado coruripense deixa o PP após uma legislatura na sigla, sob anuência de Arthur Lira
Quem surpreendeu mesmo foi o deputado Marx Beltrão - na surdina, sem conhecimento até mesmo de gente próxima, assinou a ficha do União Brasil, e pode ser o único representante da legenda em Alagoas na Câmara dos Deputados a partir de 2027.
A adesão de Beltrão não muda a lógica eleitoral necessária para que ele seja reconduzido ao mandato: os votos que ele conseguir pela nova sigla serão adicionados ao somatório geral do PP, já que os dois partidos oficializaram uma federação para os próximos quatro anos.
O que muda, de fato, é a leitura ideológica de Marx, que vem num processo de direitização do discurso desde a ascensão do bolsonarismo, em 2018. Antes disso, o alagoano chegou a flertar com o Lulismo, sendo base de apoio dos governos Lula e Dilma, quando atuava pelo MDB.
Voltando-se ao centrão, Marx foi o titular do ministério do Turismo durante o governo Temer, tendo se licenciado para a campanha em 2018.
Nos bastidores, a informação é que, com a saída de Alfredo Gaspar do União Brasil, Arthur Lira precisava ‘devolver’ um federal à sigla, exatamente o que ela conquistou em 2022 - e esse nome foi o de Marx.
A mudança, para Beltrão, tem ainda um outro fator positivo: mesmo tendo perdido quase 25% da sua bancada na última janela, o União Brasil ainda é a segunda legenda em fatia do fundão eleitoral, já que a leitura para distribuição dos recursos é a constituição da bancada, em 2023.
Dinheiro para a campanha não vai faltar, assim se prevê.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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