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Bancada do PL derruba Siderlane da liderança da sigla na Câmara

Cinco dos oito parlamentares da sigla optaram pela mudança

19/05/2026 18h06 - Atualizado em 19/05/2026 18h06
Bancada do PL derruba Siderlane da liderança da sigla na Câmara

Em comunicado enviado à mesa diretora da Câmara de Maceió na última sexta (15), a maioria da bancada do PL derrubou o vereador Siderlane Mendonça da liderança da sigla na Casa de Mário Guimarães. Cinco dos oito vereadores da legenda assinaram o documento.

Com a decisão, Siderlane deixa de ser o líder da bancada do PL. Assume a função o vereador Galba Netto, ex-presidente da Casa. Além dele, a decisão de mudança no partido contou com os votos de Leonardo Dias, Brivaldo Marques, Luciano Marinho e Jeannyne Beltrão.

A derrubada de Siderlane tem relação com dois fatos distintos - um político e outros de repercussão popular. Não pegou bem a entrega da liderança de um partido que se coloca no campo do combate à corrupção a um parlamentar investigado pela PF pela popular ‘rachadinha’.

O outro tem fundo político: com a mudança, o comando da pauta e dos votos dos vereadores da sigla volta a ser orientado pela direção do PL em Alagoas, e não pelo ex-prefeito JHC, apontado como o responsável pela primeira alteração de liderança, que tirou Leonardo Dias do posto e colocou Siderlane.

O movimento também fortalece Galba Netto na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, na chapa composta pelo PL - já que ele não trocou de sigla durante o período da janela, que durou até abril.

Ainda há mais um motivo - este de fundo pessoal e emocional. Galba esperava, em 2024, ser reconduzido para a presidência da Câmara com apoio de JHC. Mas foi justamente o prefeito que minou as chances do então chefe da mesa diretora ser reeleito - ajudando Chico Filho a chegar ao posto.

Vingança servida num prato frio.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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