Autor de novela da Globo diz ter sido perseguido por ator stalker
O autor Aguinaldo Silva vivenciou uma situação tensa após um ator desesperado por um papel em uma novela começar a persegui-lo
A novela Roque Santeiro (1985) teve um grande impacto na carreira de Aguinaldo Silva, não apenas por ser um enorme sucesso no Brasil e uma das produções mais emblemáticas da teledramaturgia nacional. Em sua vida pessoal, o autor vivenciou uma situação tensa durante a adaptação da peça de Dias Gomes (1922-1999). Um ator, desesperado por um papel na novela, começou a persegui-lo pelo Rio de Janeiro, algo que Aguinaldo descreveu como “assustador”.
O autor conta essa história no livro Meu Passado me Merdoa: Memórias de uma Vida Novelesca, autobiografia lançada neste mês, segundo o Notícias da TV. No capítulo em que fala sobre Roque Santeiro, ele lembra a perseguição da qual diz ter sido vítima.
O escritor conta que cuidava dos cabelos em um salão que ficava dentro de um supermercado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Certo dia, ao entrar lá para o tratamento de praxe, vi na porta um homem enorme, quase um muro ou uma parede, que me olhou com ar de evidente interesse. Não dei maior importância ao fato”, começou.
Dentro do salão estava a mãe deste homem, que puxou papo com o autor. Ela disse que o rapaz trabalhava como figurante em Roque Santeiro, era um dos dois guardas que aparecia na delegacia, mas nunca havia dito uma palavra em cena. “Será que o senhor podia escrever algumas falas para ele?”, pediu a mulher.
“Dei uma última olhada no rapaz e então tive uma ideia: como ele era grandão e meio que ursino, e havia um urso muito popular nos desenhos animados da época chamado Zé Colmeia, decidi lhe dar esse nome e fazê-lo falar”, relatou.
Silva pensou que, como o outro figurante da delegacia era magro e baixinho, a produção não teria dúvidas e escalaria o homem maior para ser o Zé Colmeia. Porém, no dia da gravação, a mãe do tal ator ligou para Aguinaldo Silva desesperada, dizendo que outro profissional havia sido escalado para o papel.
Aguinaldo Silva, então, descobriu que o outro ator (chamado Ivan Simões) havia sido escolhido por Guta Mattos (1919-1993), uma diretora de elenco muito poderosa na Globo, “uma espécie de rainha que exercia seu mando sobre os atores da casa”, de acordo com ele. Assim, levando em conta o poderio de Guta, o escritor achou que não valia a pena criar impasse com ela e deixou o caso de Zé Colmeia por isso mesmo.
O ator passado para trás, no entanto, não se conformou. Duas semanas depois, a mãe do rapaz ligou para Silva e pediu que fosse visitar o filho no hospital, pois ele havia ficado tão abalado por ter perdido a chance na novela que dera um tiro no ouvido.
Ele não foi, e o figurante, então, se transformou naquilo que hoje se conhece popularmente como “stalker”. “Passou a me perseguir de um jeito apavorante. Descobriu onde eu morava e também os lugares aonde ia e –com uma frequência assustadora– de vez em quando, ao chegar num deles, eu via que ele já estava lá”, conta Aguinaldo Silva.
Num dia de folga, fui ao cinema num shopping e, mal tinha entrado, adivinhe quem saiu da escuridão e sentou ao meu lado? Tive um ataque. Perguntei a Zé Colmeia o que ele queria comigo, afinal, mas não disse nada –apenas soltou uma gargalhada sinistra e depois se levantou e foi embora.
Aguinaldo afirma que esta situação “de puro terror” durou quase um ano e que, neste período, ele não fez nada além de se proteger e mudar a rota de lugares que ia.
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