Gigante Leo cobra inclusão de atores com nanismo: “Falta coragem”
Mesmo sendo reconhecido nacionalmente, o ator e humorista segue batalhando por novas oportunidades para pessoas com nanismo
O ator e humorista Gigante Leo agora se aventura pelo mundo dos livros e escreveu a primeira obra infantil A Arte de Ser Diferente. Reconhecido nacionalmente pelos trabalhos produzidos, o novo autor segue a luta pela inclusão e respeito no novo trabalho.
Sendo uma pessoa com nanismo, Gigante Leo contou ao Metrópoles que ainda faltam espaços e trabalhos sem estereótipos para quem tem nanismo. O humorista acredita que a situação está evoluindo, mas ainda não chegou perto do que ele considera aceitável.
“Ainda falta muito para ser conquistado. Eu sinto que falta coragem para as emissoras e para o streaming em querer trabalhar com pessoas com nanismo, porque temos atores e atrizes talentosos”, declarou.
Em seguida, fez um apelo para que existam mais personagens disponíveis para os atores e atrizes portadores de nanismo.
“A gente não tem que ser escalado sempre para fazer personagens específicos, temos que ser escalados por sermos bons atores, com uma personalidade que se enquadra no papel. Não precisamos ser personagens baixinhos e tocar sempre no tema do nanismo. Podemos fazer um vilão, um par romântico. Isso falta muito no Brasil”, pontuou.
Novo livro do Gigante Leo
O humorista e agora escritor estará na Bienal do Livro Rio para divulgar o novo livro A Arte de Ser Diferente.
A história se passa em um reino animal onde o rei NapoLeão organiza as Olimpíadas de Arte, mas exclui competidores que considera “diferentes”. É quando personagens como Le Cão (com nanismo), Da Pink (cadeirante) e Larissa (neurodivergente) decidem desafiar as regras injustas do monarca e provar que talento e valor não têm padrão.
Gigante Leo citou que o grande desafio foi entregar uma experiência clara e lúdica para o público infantil. “Quando falamos desses assuntos de forma militante, às vezes a mensagem não toca as pessoas. Então precisamos simplificar para que todos pudessem entender e até se divertir”, explicou ao Metrópoles.
A grande inspiração para o livro foi a filha Luísa, primeira leitora da obra. “Ela foi meu principal termômetro. A primeira vez que leu o livro foi o momento mais feliz da minha vida. Ela lia com entusiasmo e dava muitas risadas”, recordou.
O humorista, inclusive, é ambicioso com o novo livro. “É um projeto que usa a arte para falar de temas essenciais como inclusão e respeito. Queremos que essa história chegue nas escolas e se torne uma ferramenta poderosa para mostrar para as crianças que a diferença é uma riqueza.”
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