Lula sanciona diretrizes do Orçamento com veto sobre Fundo Partidário
Governo vetou aumento de recursos do Fundo; lei sancionada prevê calendário para pagamento de emendas impositivas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (1º) a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) sobre as prioridades do Orçamento de 2026. O chefe do Executivo vetou trecho que aumentaria o Fundo Partidário.
A sanção foi publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União). Aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, a LDO prevê um calendário para pagamento de emendas parlamentares impositivas, ou seja, de execução obrigatória. Os repasses deverão ser feitos até o fim do primeiro semestre do ano.
O trecho vetado sobre o Fundo Partidário trata de uma mudança no cálculo de correção dos valores. Essas verbas são designadas às despesas cotidianas dos partidos.
A proposta do Congresso Nacional era adequar o reajuste do cálculo às regras do arcabouço fiscal, que permitem alta de até 2,5% ao ano, além da inflação. Segundo técnicos legislativos, a correção deveria custar cerca de R$ 160 milhões.
Na justificativa para o veto, o governo afirmou que a mudança contraria o interesse público já que o aumento do valor do fundo "reduz o montante destinado ao pagamento das demais despesas da Justiça Eleitoral".
"A proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade pois, ao vincular o montante de despesas do Fundo Partidário ao crescimento real da receita de exercícios anteriores, o dispositivo promoveria o crescimento dessas despesas em patamar superior ao crescimento dos limites de despesas primárias", completou.
O veto presidencial ainda pode ser derrubado ou mantido pelo Congresso, que tem a palavra final sobre a lei. Para a rejeição do veto e retomada do texto original aprovado pelo Congresso, são necessários os votos de 257 deputados e 41 senadores.
Lula manteve na sanção o cronograma de pagamento de parte das emendas. A lei sancionada prevê que 65% das emendas parlamentares de execução obrigatória (individuais e de bancadas) terão que ser pagas até julho.
O cronograma valerá para liberação das chamadas "emendas Pix", de transferência especial direta, e para as emendas individuais e de bancada destinadas a fundos de saúde e de assistência social.
A criação de um calendário de pagamento dos repasses é uma demanda antiga dos parlamentares, que já tentaram inseri-la outras vezes na LDO de anos anteriores e viram o governo barrar ou vetar o cronograma. Neste ano, após negociações, o Executivo aquiesceu e deu aval para a ideia.
A LDO estabelece regras de elaboração e prioridades para o Orçamento do próximo ano. A peça orçamentária em si, a LOA (Lei Orçamentária Anual), ainda não foi sancionada. O projeto da LOA, aprovado no último dia de atividades no Congresso em 2025, prevê superávit de R$ 34,5 bilhões e montante de R$ 61 bilhões destinados para emendas parlamentares.
Últimas notícias
[Vídeo] Ataque a tiros deixa homem morto com oito tiros e outro ferido em Arapiraca
Vídeo mostra momento em que motociclista morre ao cair do veículo na BR-101 em Messias
Vorcaro pediu para Sicário 'moer' empregada de atriz Monique Alfradique, diz PF
STF aguarda explicações de Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz
STF retoma nesta quarta (17) julgamento para definir regras sobre big techs
Governo retira urgência de projeto sobre 6x1; entenda próximos passos
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
