Cinema

Elenco de O Último Azul celebra prêmios e retomada do cinema nacional

Dirigido por Gabriel Mascaro, O Último Azul recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim e chega aos cinemas nesta quinta (28)

Por Metrópoles 28/08/2025 18h06
Elenco de O Último Azul celebra prêmios e retomada do cinema nacional
O Último Azul, filme brasileiro que foi premiado no Festival de Cinema de Berlim - Foto: Reprodução

O Último Azul, filme brasileiro que foi premiado no Festival de Cinema de Berlim, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (27) com uma história de reflexão sobre o papel da pessoa idosa na sociedade brasileira.

Dirigido por Gabriel Mascaro e estrelado por Denise Weinberg, a trama acompanha a história de um mundo distópico em que idosos são levados para uma “colônia habitacional compulsória” quando atingem certa idade. Aos 77 anos, Tereza é convocada oficialmente pelo governo mas, antes de ir, parte em uma jornada para realizar o último desejo que tem na vida.

“A Teresa, a personagem que eu faço, ela tem essa pulsão de vida. Ela tem desejos, ela quer fazer coisas, ela quer realizar coisas. [E isso é uma] coisa que qualquer idoso ou idosa tem, só que a sociedade recolhe, interna ou deixa em casa, não dá atenção e não dá nem chance para ela recorrer a outras coisas que são tão importantes quanto trabalhar e produzir capital”, destacou a atriz em entrevista ao Metrópoles.
Rodrigo Santoro também estrela o filme e destaca que, para além das discussões sobre a relação de todas as pessoas com o envelhecimento, “o filme vem fazer um bem”. “O Último Azul tenta provocar uma reflexão muito contemporânea e importante para a gente pensar em como se relacionar de forma mais saudável com o envelhecimento”, frisa.

Momento do cinema brasileiro

A estreia de O Último Azul no Festival de Cinema de Berlim e a conquista do Urso de Prata vem na esteira do sucesso de Ainda Estou Aqui — vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional — e um longo processo de retomada do cinema brasileiro.

Para o diretor, o sucesso do filme, que foi distribuído para 65 países, é uma confirmação da força da produção nacional. “É uma alegria grande poder fazer parte dessa história e atualizar essa história com O Último Azul, escrevendo o nome do nosso filme na história do cinema brasileiro e também do cinema internacional. É uma alegria grande poder saber que a gente construiu e criou uma uma história universal”, destacou Mascaro.