Sônia Braga homenageia Robert Redford, com quem namorou nos anos 1980
Relacionamento de Robert Redford e Sônia Braga durou três anos e rendeu até parceria no cinema
Robert Redford, que morreu na madrugada desta terça-feira (16/9), aos 89 anos, teve uma relação marcante com o Brasil. No fim dos anos 1980, o ator e diretor manteve um romance com a atriz brasileira Sônia Braga, assunto que ganhou destaque na imprensa internacional na época. O relacionamento durou cerca de três anos.
Sônia e Redford chegaram a dividir os sets de filmagem. Em 1988, a brasileira interpretou Ruby Archuleta no filme Rebelião em Milagro, longa dirigido pelo astro de Hollywood. Foi a única atriz brasileira a trabalhar com ele. O casal também chegou a aparecer junto no Festival de Cannes.
Na mesma época, Sônia convidou o então companheiro para produzir um filme brasileiro: Tieta. “Ele topou na hora”, contou a atriz em entrevista anos mais tarde. No entanto, o projeto acabou sendo realizado por Cacá Diegues, que lançou o clássico do cinema nacional em 1996.
Homenagem
Nas redes sociais, Sônia fez uma publicação lembrando da relação que teve com o cineasta, que foi o responsável pelo primeiro trabalho da atriz nos Estados Unidos.
“Ser dirigida por Redford foi uma experiência única. Ruby, minha personagem, era uma mulher fascinante. Robert, por sua vez, tinha uma beleza serena, inquieta e uma intensidade rara no olhar. Ele sempre buscava mergulhar na alma dos atores em cada cena, perseguindo o instante perfeito”, disse.
“Uma das sequências foi filmada na chamada ‘hora mágica’ em cinema, que dura apenas alguns minutos na hora do por do sol. Nós a refizemos em vários dias, porque ele acreditava que a atuação não estava como deveria. Entre as filmagens, conversávamos sobre tudo: a vida, as flores, os lugares. Ele queria saber muito sobre o Brasil. Robert amava flores”, recorda a artista.
Braga também lembrou de quando foram juntos ao Festival de Cannes. “Eu já estivera lá duas vezes, mas nada se comparava àquele momento – não apenas como atriz, mas também como ser humano. Lembro que ele havia acabado de voltar de uma viagem à Rússia e trouxe de lá um buquê de flores selvagens para mim. O amor pela natureza era um elo profundo entre nós”, relata Sônia, que lembra que foi Robert que a levou pela primeira vez para Sundance, onde tinham o costume fazer buquês com flores selvagens.
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