Ingrid Guimarães viveu dias de perrengue na Amazônia em novo filme
Perrengue Fashion estreou nos cinemas nesta quinta-feira (8/10) com trama que combina humor e desafios dentro e fora da tela
Ingrid Guimarães está de volta ao cinema com Perrengue Fashion, comédia nacional que estreou nesta quinta-feira (8/10). No longa, ela vive Paula Prata, influenciadora digital que recebe a oportunidade de sua vida e, para isso, precisa ir à Floresta Amazônica para buscar o filho Cadu, que vive em uma comunidade alternativa no meio da mata.
Paula deve levá-lo de volta a São Paulo para fotografar uma campanha do Dia das Mães. Junto do inseparável amigo Taylor, interpretado pelo estreante Rafa Chalub, ela embarca em uma jornada repleta de animais selvagens, choques culturais e muitos perrengues na natureza, na tela e nos bastidores.
A comédia não perde a chance de brincar com estereótipos sobre a Amazônia, mas esses exageros refletem uma realidade preocupante: o desconhecimento da população sobre o bioma. Uma pesquisa de 2025 da Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia apontou que 65% dos brasileiros admitem não conhecer a região, seja por nunca ter visitado ou por acompanhar notícias apenas quando a floresta aparece na mídia.
Esse desconhecimento também se fez presente entre o elenco durante as gravações em São Paulo e na Amazônia. A diretora Flávia Lacerda contou que os perrengues começaram antes mesmo da chegada à floresta, mas que o contraste entre os dois cenários era essencial para a narrativa.
“Os perrengues logísticos para enfrentar rios, barcos e secas foram driblados por uma produção parruda, uma equipe corajosa e atores dispostos”, disse.
Ingrid Guimarães também enfrentou um verdadeiro perrengue fashion no coração da maior floresta tropical do mundo. Ela descreve a experiência como “uma maravilha” e considera a floresta “um personagem do filme”.
“A nossa primeira cena foi o maior perrengue do filme, que foi a primeira cena do Rafa, naqueles barquinhos bem pequenos, e nós estávamos todos produzidos para falar de um filme de moda: roupas de marca, apertadas, salto alto, no meio da Amazônia, e aí começou a chover e a gente não sabia o que fazer! Então a gente pegou um guarda-chuva e continuamos com chuva mesmo”, contou a atriz.
A experiência de Rafa Chalub ilustra perfeitamente o distanciamento de grande parte dos brasileiros da floresta: “Nós tivemos inúmeros perrengues. E eu também não sou muito a pessoa da natureza e a gente rodou na Amazônia por um mês, então para mim era perrengue todo dia”.
Filipi Bragança, que interpreta o filho Cadu, menciona que precisou estudar para se conectar com a rotina da comunidade ribeirinha e com as pautas ambientais, mesmo se identificando com a geração mais engajada em sustentabilidade.
“Nas primeiras tentativas de navegar pela comunidade, demorei pra conseguir entender a velocidade do motor, e o barco rasgou o rio principal em alta velocidade. Foi com emoção, especialmente para Ingrid que estava comigo no barco e quase caiu pra fora. Aos moradores da comunidade também, me desculpem por quase entrar com um barco na sala de suas casas”, relata um perrengue.
No rastro do humor, Perrengue Fashion acerta ao transformar estereótipos em reflexão. Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será sediada em Belém, o filme convida o público a rir de si mesmo e a refletir sobre o quanto ainda desconhece a Amazônia.
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