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Ex-reality colombiana é presa acusada de matar duas adolescentes envenenadas

A ex-participante do reality show Shark Tank Colômbia é acusada de envenenar duas jovens em Bogotá e foi presa em Londres

Por Metrópoles 08/01/2026 11h11
Ex-reality colombiana é presa acusada de matar duas adolescentes envenenadas
Zulma Guzmán Castro - Foto: Reprodução / Internet

Uma empresária colombiana que ganhou notoriedade ao participar do reality show Shark Tank Colômbia foi presa em Londres, na Inglaterra, na última segunda-feira (5/1), acusada de envolvimento na morte por envenenamento de duas adolescentes em Bogotá.

Trata-se de Zulma Guzmán Castro, de 54 anos. A prisão ocorreu cerca de três semanas após ela ter sido resgatada do Rio Tâmisa, próximo à Ponte Battersea, em 16 de dezembro. Desde então, a colombiana permanecia internada em uma unidade psiquiátrica britânica, enquanto as autoridades investigavam o caso, conforme noticiado pelo jornal Daily Mail.

As acusações estão relacionadas às mortes de Ines de Bedout, de 14 anos, e Emilia Forero, de 13, ocorridas em abril do ano passado, na capital colombiana. As duas adolescentes chegaram a ser hospitalizadas, mas não resistiram e morreram quatro dias depois.

Segundo a Promotoria de Bogotá, Zulma teria planejado o crime como forma de vingança contra o empresário Juan de Bedout, pai de uma das vítimas e seu ex-companheiro, com quem manteve um relacionamento por cerca de sete anos. A investigação aponta que a empresária enviou à família framboesas cobertas com chocolate contaminadas com tálio, um metal pesado extremamente tóxico, conhecido por ser incolor, sem gosto e altamente letal.

O doce teria sido destinado a Ines, que acabou compartilhando o alimento com amigos e um irmão. Além das duas mortes, uma adolescente sobreviveu, mas ficou com sequelas permanentes. Já o irmão de Ines, de 21 anos, também foi internado, porém, conseguiu se recuperar sem danos graves.

Fundadora do serviço de transporte Car B, Zulma deixou a Colômbia no dia 13 de abril, menos de uma semana após a morte das jovens, e só foi localizada meses depois, ao entrar no Reino Unido, em novembro.

A Justiça britânica autorizou a extradição da acusada para a Colômbia. No país, ela deverá responder por duplo homicídio qualificado e por causar lesões graves às demais vítimas do envenenamento.