Ratinho detona Wagner Moura e defende Jair Bolsonaro: “Cala a boca”
Após a polêmica envolvendo Erika Hilton, Ratinho surpreendeu o público com uma declaração sobre o ator Wagner Moura nessa segunda (16/3)
Ratinho voltou a causar polêmica ao comentar falas políticas do ator Wagner Moura na noite dessa segunda-feira (16/3). Após a recente polêmica envolvendo a deputada Erika Hilton, o apresentador criticou o artista por declarações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a divulgação internacional do filme O Agente Secreto, que disputou o Oscar.
Durante seu programa, Ratinho iniciou o comentário elogiando a trajetória de Wagner Moura, relembrando papéis marcantes como o Capitão Nascimento, em Tropa de Elite, e o narcotraficante Pablo Escobar na série Narcos.
“Aquele menino que disputou o Oscar e perdeu, o Wagner Moura, conheço como Capitão Nascimento, um baita de um ator, depois foi o que fez um outro dos narcotraficantes, o Pablo Escobar, sensacional, é um baita de um ator”, começou.
Na sequência, no entanto, o apresentador mudou o tom e fez críticas diretas ao posicionamento político do ator: “Wagner, esquece o Bolsonaro, cara. Para de falar dele. Qual o motivo de falar dele? O cara tá doente, quase morrendo e você falando mal do cara nos Estados Unidos. Cala a sua boca, porra. Que isso? Fala outra coisa”.
Ele ainda acrescentou: “Continua sendo o Capitão Nascimento, continua sendo o baita do ator que você é, esquece essa coisa de política. Se não, a gente vai morrer ou vamos se matar. O Brasil é um só. Nosso povo é um só. Vamos deixar a política pra hora que tem que ser política, na hora da urna. Aí vota do jeito que você quiser”.
As declarações de Wagner Moura, alvo das críticas, foram feitas dias antes e não têm relação com o estado de saúde de Jair Bolsonaro. Em participação no talk show americano The Daily Show, o ator comentou o contexto que inspirou o longa O Agente Secreto: “O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho [diretor do filme] diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022”.
Ele também afirmou: “Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI. Quando elegemos um presidente de extrema-direita em 2018, esse homem foi como uma manifestação física desses ecos.”
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