Celebridades

Wagner Moura entra na lista da revista 'Time' das 100 pessoas mais influentes do mundo

Baiano concorreu ao Oscar de Melhor Ator por sua atuação no longa 'O Agente Secreto', de Kléber Mendonça Filho.

15/04/2026 11h11
Wagner Moura entra na lista da revista 'Time' das 100 pessoas mais influentes do mundo
Brasileiro estampou uma das capas da revista - Foto: Créditos | Revista TIME

Wagner Moura, que concorreu ao Oscar de Melhor Ator por sua atuação em O Agente Secreto, filme de Kleber Mendonça Filho - que também disputou outras três categorias, incluindo Melhor Filme - foi escolhido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do do mundo.

Além de compor a lista, o ator estampa uma das capas da revista dedicada aos influentes.

O reconhecimento vem na esteira do sucesso do filme, ambientado no Brasil durante o período da ditadura militar. De acordo com a revista, "a obra tem repercutido com o público no mundo todo — especialmente nos Estados Unidos".

"Há algo nele que remete à velha Hollywood, o que o faz parecer uma raridade entre a maioria dos atores contemporâneos. Seu charme discreto e seu senso de humor travesso equilibram qualquer tendência à seriedade excessiva — e é fácil imaginá-lo com um robe elegante dos anos 1930, fumando sem fumar", diz a legenda da postagem da revista no Instagram.
A Time também chamou o artista de "antídoto analógico" para o nosso tempo cada vez mais digital.

"Em um mundo cada vez mais digital, ele é o antídoto analógico que a gente nem sabia que precisava", complementa a publicação.

Pela atuação no longa, Moura se tornou o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator, consolidando sua projeção no cenário global.

A publicação destaca ainda o estilo do ator, descrito como uma espécie de “anomalia” em meio às estrelas contemporâneas. Com um perfil discreto, ele evita redes sociais, ouve música em vinil e dirige um Fusca de 1959 — características que contrastam com a crescente digitalização do cotidiano.

Segundo a Time, a formação acadêmica em jornalismo e o contato com autores durante a faculdade foram fundamentais para moldar sua visão sobre a relação entre arte e política, tema presente em seus trabalhos mais recentes.

A revista também publicou uma entrevista com o ator em suas plataformas digitais.