Whindersson Nunes conta detalhes de sua reabilitação: 'Estava confundindo a realidade'
Internação tinha mensalidade de R$80mil
Alerta de gatilho: este texto contém informações sensíveis relacionadas a problemas de saúde mental.
Em fevereiro de 2025, a assessoria de Whindersson Nunes divulgou um comunicado anunciando que o humorista estava se internando em uma clínica psiquiátrica "buscando o tratamento adequado para seu bem-estar". Pouco mais de um ano depois, ele contou o que o fez buscar ajuda profissional.
No "Que História É Essa, Porchat?" desta terça-feira (28), ele deu detalhes de sua internação e contou curiosidades sobre o período. Uma delas é o valor da mensalidade: Whindersson revelou que os custos chegaram a R$ 80 mil por mês.
"Quando sentei no vaso [sanitário] sabendo o valor, eu fiquei bom da cabeça na hora [risos]. Eu disse: 'Eu fico só uns 15 dias mesmo, está bom", brincou ele.
O artista explicou que começou a confundir o que era ou não real e, por isso, decidiu que era hora de buscar ajuda profissional. Lá, ele pôde ouvir as queixas das pessoas e também ser ouvido, além de ganhar uma nova rotina com horário para dormir, acordar, fazer refeições e diferentes atividades:
"É exatamente como aqui fora, a diferença é que você sabe a desgraça que cada um tem. Eu me senti pertencente".
"Eu acho que todo mundo tem esse momento de pensar 'rapaz, eu acho que estou enlouquecendo'. Eu acho que todo mundo tem esse momento e também porque eu estava realmente confundindo a realidade, não estava mais ouvindo coisa com coisa. Uma vez, um amigo meu chegou com o cachorro dele e eu fui cumprimentá-lo, eu cumprimentei o cachorro e fiquei passando a mão nele. Eu juro pelo meu filho que está no céu que isso aconteceu. Na hora, a gente riu muito, mas depois eu pensei: 'Cara, você não está batendo legal'. Foi aí que eu percebi que eu precisava de ajuda de profissionais e me internei", relembrou.
Ao final do tratamento, ele voltou para casa com um acompanhante terapêutico, com quem morou por um período. Ele ainda revelou que fez amizades na clínica e mantém contato até hoje: "Eu vou na casa deles, eles vão no meu show. Temos um grupo de mensagens chamado 'os esquisitos'".
Whidersson contou que, hoje, se sente muito melhor, aprendeu a lidar com as pessoas e passou a sentir segurança para falar de si: "Existe um Whindersson antes e depois".
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