Árbitro de Atlético x Cruzeiro relata ameaças de morte após partida
Juiz marcou um pênalti para o Atlético e foi muito contestado
O árbitro de futebol Igor Benevenuto, que apitou a virada do Atlético Mineiro por 2 a 1 pra cima do Cruzeiro no último domingo relatou em entrevista ao SporTV que ele e sua família sofreram ameaças de morte antes e após a realização do clássico no Mineirão pelo Campeonato Mineiro.
Mensagens enviadas diretamente ao telefone do árbitro fizeram com que ele temesse pela própria vida e até tirasse a barba para que não fosse reconhecido nas ruas de Belo Horizonte: "Horas antes do clássico, eu recebi várias mensagens de ameaças. Falando que se eu marcasse pênalti contra determinada equipe, que eu ia ver com essas pessoas, que sabem onde eu moro. E após o jogo, meu Instagram e WhatsApp viraram uma tristeza. Só mensagens abusivas, falando que vão me pegar, que vão me matar. Ontem, por duas vezes, passou um carro na frente da minha casa falando que iriam me matar, que iam matar pessoas da minha família. Eu não fui para casa ainda, não sei que dia que eu volto. Minha vida virou um estresse por causa dessa penalidade, o único lance questionável na partida".
O lance questionável citado por Igor Benevenuto é um pênalti marcado em cima do atacante Hulk, do Galo. A decisão tomada no lance, que aconteceu no segundo tempo e resultou no empate, foi corroborada pela Comissão de Arbitragem da Federação Mineira de Futebol.
Igor Benevenuto relatou que irá tomar medidas judiciais contra as ameaças sofridas e citou casos de pedradas e bombas em ônibus em delegações de clubes brasileiros e até os absurdos cometidos no México para repudiar a violência: "Vamos entrar com uma ação contra essas pessoas. Eles têm que entender que as redes sociais não são terra de ninguém. Farei também uma ocorrência policial. É um fato muito grave. Estamos vendo os casos dos ônibus, pedradas, bombas, invasão de campo, fatalidade no México, então acho que já passou dos limites. Temos que ter uma punição grave".
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