João Lyra é citado em investigação da Lava Jato
O usineiro e ex-deputado (PTB) alagoano João Lyra foi um dos políticos citados na operação Lava Jato, durante investigação feita através de documento do escritório de advocacia e consultaria Mossak Fonseca, no Panamá. O escritório brasileiro da Mossack Fonseca foi alvo da 22ª fase da Lava Jato, em janeiro. O documento revela 107 offshores ligadas a políticos e empresas brasileiras.
As offshores são empresas construídas fora do país do qual reside o proprietário para aplicações financeiras e compra de imóveis. A prática não é ilegal, mas a empresa precisa ter o Imposto de Renda declarado.
O deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha e João Henrique, um dos operadores do PMDB e sócio de uma offshore do ex-controlador do Banco BVA, José Augusto Ferreira, também são citados na investigação. O BVA foi citado na operação pelo ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, que apontou a relação entre o banco e o senador Edilson Lobão, do PMDB.
As informações iniciais foram obtidas pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e compartilhada por grupo de jornalistas de diferentes países, incluindo jornalistas brasileiros do Portal Uol, Rede TV e o jornal Estado de São Paulo.
Investigação
Segundo investigação, 57 pessoas são suspeitas de adquirirem offshores criadas pela Monssak Fonseca, que abriu também 16 empresas offshores, operando para seis grandes empresas brasileiras e famílias citadas na Lava Jato.
As empreiteiras envolvidas na investigação são: empreiteira Odebrecht e às famílias Mendes Júnior, Schahin, Queiroz Galvão, Feffer, do Grupo de Papel e Celulose Suzano, e Walter Faria, da Cervejaria Petrópolis. Integrantes da família Feffer não sofrem acusações da Lava Jato, mas a força-tarefa investiga a compra da Suzano Petroquímica pela Petrobras, em 2007. Os investigadores suspeitam que a empresa tenha ajudado a esconder o nome dos verdadeiros donos de apartamentos no edifício Solaris, no Guarujá.
Repercussão
Jornais de outros países repercutiram o vazamento do documento da Mossak Fonseca. De acordo com a BBC, os documentos mostram de que forma a empresa facilitou a isenção de pagamentos de impostos para os seus clientes e como ajudou a lavar dinheiro. Ainda segundo o jornal, 72 chefes e ex-chefes de estado, de países como Egito e Síria, por exemplo, têm ligações com os documentos, além de um banco russo e pessoas ligadas ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.
A empresa Mossak defende que está há 40 anos no mercado e que nunca trabalhou fora da legalidade e que jamais foi acusada de qualquer crime.
Os “Panama Papers” contêm dados de atividades de 140 políticos de mais de 50 países, além de parentes de chefes e ex-chefes de estado, empresários e figuras ligadas ao esporte e outros setores. Veja abaixo alguns dos citados e quais suas respostas ao caso.
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