Insegurança recente assusta comerciantes do Francês, que temem perder turistas
Vítimas não estariam registrando ocorrências junto a polícia pelo medo que a divulgação da insegurança afaste clientes
O balneário do Francês, um dos locais em Alagoas mais escolhidos por turistas do estado, país e do mundo, vem sofrendo com a ação recente de criminosos. Comerciantes relatam que estão sendo vítimas de arrombamentos, furtos e assaltos, mas muitos deles não estão registrando as ocorrências, justamente por medo que a divulgação da insegurança afaste a clientela. Um dos estabelecimentos, alvo dos criminosos, foi arrombado quatro vezes, em apenas dois meses. A Polícia Militar afirma que não há registros das ocorrências e por isso não direcionou o reforço policial.
Um dos funcionários de uma barraca localizada na orla do Francês, revelou que o local foi alvo das ações por quatro vezes. Os criminosos entraram no local durante o final da noite e madrugada, forçando portas e janelas. Os quatro arrombamentos aconteceram em menos de dois meses, gerando prejuízo pelo que foi levado e pelo investimento do proprietário em segurança para evitar novas ocorrências.
“O prejuízo é grande. Estamos na baixa temporada, a movimentação não é intensa, então qualquer produto levado já é muito. Eles levam sempre pouca coisa a cada vez que entram no estabelecimento, como se não pudessem carregar muito. Levam comida, bebidas e também já levaram o equipamento de som. O prejuízo vai sendo somado e o proprietário ainda investiu em segurança, reforçando portas, janelas, mas não tem jeito, entram até pelo telhado”, contou o funcionário que não quis se identificar, também por medo.
O presidente da associação dos ambulantes, Plínio Tasso, tem um trailler próximo a orla, onde atende os clientes vendendo comidas e bebidas e alugando mesas e cadeiras. Ele afirma que recentemente as ocorrências se intensificaram e muita gente tem histórias de violência para contar.
“Isso vem acontecendo faz alguns dias, semanas. Tem um rapaz que teve a casa invadida por criminosos a família inclusive foi feita refém. Acho que no mês passado, eu estava do lado do estacionamento, próximo do meu trailler, quando um motorista que ia entrando no local foi rendido e assaltado”, relembrou Plínio Tasso.
Quem trabalha no Francês afirma que o policiamento está deficiente, o que poderia estar motivando os assaltos e arrombamentos.
“Quando a gente entra em contato com a polícia eles informam que fazem rondas eventuais. Enquanto isso o posto policial que funcionava aqui, com estrutura de delegacia, foi fechado”, afirmou o funcionário da barraca, ressaltando que outros comerciantes vítimas não estariam querendo a divulgação das ocorrências para não afugentar os turistas.
A Polícia Militar defendeu a desativação do posto, afirmando que o modelo de rondas seria mais eficiente no combate aos criminosos. O grande problema, estaria na falta de registros dos crimes.
“O posto fixo consome no mínimo 12 policiais, que ficam em apenas um local. Esse modelo já está sendo modificado. O mais eficiente é colocar a polícia na rua, em viaturas. O problema é que essa situação é desconhecida. No relatório que temos das ocorrências são pouquíssimos os registros. Os comerciantes simplesmente não estão registrando e sem números não podemos saber o que está acontecendo em determinadas localidades e assim não direcionamos reforço policial. Agora que temos essa informação, vamos direcionar mais policiais para o Francês, mas o ideal é que a população registre toda ocorrência, mesmo que o prejuízo tenha sido pequeno. Precisamos de um diagnóstico”, afirmou o Tenente Coronel Neivaldo Amorim.
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