Alagoas

Alagoas completa uma década sem registro de raiva humana, afirma Sesau

Por Redação com assessoria 25/05/2016 14h02
Alagoas completa uma década sem registro de raiva humana, afirma Sesau
- Foto: Assessoria Sesau

O estado de Alagoas não registra há dez anos casos de raiva humana, é o que afirma a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Mesmo assim, o órgão vem desenvolvendo ações para atualizar médicos e enfermeiros sobre o tratamento da doença, que é transmitida pelo cão, morcegos e macacos e pode levar à morte.

Responsável pelo programa da raiva em Alagoas, a técnica da Sesau, Silvana Tenório, afirmou que mesmo sem o registro de casos há uma década, é importante que os profissionais sejam atualizados sobre o tratamento antirrábico. “Estamos há dez anos sem casos em Alagoas, o último foi registrado em Marechal Deodoro em 2006. Contudo não podemos negligenciar a formação continuada dos profissionais, atualizando-os sobre o diagnóstico e tratamento da raiva humana, que é grave e letal”, salientou, ao informar que profissionais de outras unidades também serão atualizados.

O não registro de casos em Alagoas, conforme destacou Silvana Tenório, se deve à cobertura vacinal, a descentralização do serviço e a intensificação da atualização de médicos e enfermeiros. Ainda de acordo com a técnica da Sesau, a população alagoana também tem apresentado a sua parcela de contribuição, levando seus animais para se vacinarem durante as campanhas, o que não ocorria em décadas passadas.

A técnica da Sesau informou que a raiva é uma infecção transmitida para seres humanos a partir da saliva de animais infectados. A saliva infectada entra no corpo por meio de uma mordida e o vírus segue até o cérebro, causando inchaço e inflamação. Silvana Tenório disse que, não é apenas o cachorro que transmite a doença, mas também gatos, morcegos, macacos, gambás e outros animais que são mamíferos.

Quanto aos sintomas, um humano mordido por um destes animais deve ficar atento caso apresente sintomas como baba em excesso, convulsão, sensibilidade exagerada no local da mordida e perda de sensibilidade de uma área do corpo e da função muscular.

“Também espasmos musculares, febre, formigamento, agitação, ansiedade e dificuldade de engolir são sintomas que devem ascender o alerta vermelho ao ser mordido por um dos animais que podem transmitir a raiva”, salientou a técnica, ao recomendar que, ao ser mordida por um dos animais transmissores, a vítima deve procurar uma unidade de saúde, caso não se conheça a procedência do agressor, não esperando que apareçam os sintomas da doença.