Policiais sofrem ameaças nas redes sociais: ?não vamos nos intimidar?, diz Assomal
Baixo efetivo prejudica patrulhamento em regiões de risco; Serviço de Inteligência da PM investiga
Eles são considerados, por muitos, verdadeiros heróis. Com o objetivo de servir a sociedade e combater a criminalidade, os policiais militares, muitas vezes, abdicam a própria convivência social para patrulhar a favor da segurança urbana e nacional. Em situações “pontuais”, como a própria Polícia Militar sustenta, o poder de polícia precisa agir em desfavor de uns e em favor de outros, mas esta, entretanto, não é a regra – ideário defendido pela maioria.
Nos últimos meses, casos de ameaças a policiais se tornaram cada vez mais comuns. Na última terça-feira (28), um homem suspeito de planejar a morte de dois militares lotados no 4º Batalhão de Polícia Militar foi preso no bairro da Santa Amélia. Após a prisão, policiais do batalhão estão sofrendo ameaças constantes nas redes sociais. O caso é investigado pelo Serviço de Inteligência da PM.
Em nota, a Associação dos Oficiais Militares de Alagoas afirmou que, em razão dos conflitos, alguns militares estão sendo afastados do serviço. O portal 7 Segundos entrevistou o vice-presidente da Assomal, Tenente Mizael, e questionou sobre os conflitos, principalmente em ambiente digital, terra considerada, por muitos, “sem lei”. Segundo ele, além das redes sociais, os aplicativos de mensagens instantâneas, como o “whatsapp”, também são fortes aliados na hora da intimidação.
“As pessoas chegam a criar contas fakes para ameaçar. É um absurdo. As vezes, eles ameaçam “na cara dura” mesmo, e até se identificam”, comenta. “Os bandidos querem cometer erros e ficar impunes. Isso não existe. A polícia está dando a resposta. Não vamos nos intimidar”, emendou.
“4º BPM é uma área crítica”
Para ele, todos os policiais estão sujeitos a receber certo tipo de intimidação ou abordagem, mas os militares do 4º BPM são os mais afetados devido ao nível de criminalidade e violência das regiões que são delegadas á eles. “É uma área problemática, crítica”, falou.
Segundo a Associação, dos 160 militares que trabalham no batalhão, 15 estão afastados por razões diversas, incluindo problemas físicos e emocionais oriundos do trabalho ostensivo.
O grupo atua em 15 bairros de Maceió e está concentrado em lugares da parte alta da capital. Bom Parto, Clima Bom, Fernão Velho e Bebedouro são alguns dos locais de cobertura.
“O problema é quando essas ameaças se efetivam. Nos solidarizamos com os militares do 4º Batalhão, mas todos os policiais estão sofrendo com esse tipo de situação. Basta usar farda”, ressaltou.
Baixo efetivo
“A população cresceu e o número de policiais não acompanhou essa progressão. Estamos enfrentando uma situação de calamidade”, falou. Para ele, a convocação da Reserva Técnica de 2012, ocorrida em dezembro do ano passado, contribuiu na melhora dos patrulhamentos e no apaziguamento da violência no estado, mas não foi o suficiente.
“Amenizou, mas não melhorou 100%. É preciso entender que todos os convocados vão às ruas combater a criminalidade. Alguns realizam atividades mais específicas. Então, a meu ver, precisamos realizar mais concursos públicos para convocar mais pessoas. Alagoas está precisando”, destacou.
Código Penal Brasileiro
Fazer ameaças pelas redes sociais configura crime no Código Penal Brasileiro. “É uma legislação relativamente nova, mas não precisa ser especialista em segurança para saber que não se pode ameaçar pela internet. É crime contra a paz pública, que cabe ação pena condicionada à representação”, afirmou o especialista em segurança pública Jurandir Rebouças, em entrevista recente à equipe de reportagem da Folha de São Paulo.
Os agressores que fazem ameaças pela internet podem responder pelo crime de injúria qualificada, com pena de até três anos de reclusão, além de multa.
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