Operação Kapnós prende oito pessoas suspeitas de falsificar cigarros em Alagoas
Ao todo 11 pessoas suspeitas de envolvimento na falsificação e distribuição de cigarros foram presas; oito delas em AL
Durante coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (07), no auditório Edgar Valente de Lima Filho, localizado na sede da Procuradoria Geral de Justiça, em Maceió, o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) apresentou os resultados da Operação Kapnós, deflagrada em sete estados do Nordeste. Ao todo 11 pessoas suspeitas de envolvimento na falsificação e distribuição de cigarros foram presas no Nordeste, oito delas em Alagoas, nas cidades de Maceió, Arapiraca, Limoeiro de Anadia e Anadia.
Para o cumprimento das medidas cautelares, 100 agentes da PRF e 45 homens das Polícias Civil e Militar de Alagoas foram acionados. A operação recolheu quatro armas de fogo, um jet ski, uma lancha, oito veículos, 2,9 mil caixas de cigarro, uma quantia de R$ 33 mil em espécie em dois alvos em Alagoas (um em Arapiraca e outro em Anadia), e R$ 165 mil em cheques. Todos os bens teriam sido comprados e colocados no nome de laranjas com o intuito de lavar o dinheiro adquirido com o comércio ilegal de cigarros.
Em Maceió, alguns depósitos improvisados para armazenar os produtos falsos foram descobertos nos bairros do Benedito Bentes, Tabuleiro (Conjunto Osmam Loureiro) e Jacintinho. A coordenação operacional das atividades ficou por conta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), integrante do Ministério da Justiça e Cidadania (MJ), que contou com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL).
Participaram da coletiva o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, o delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, o inspetor Alcântara e o agente Carlos Costa, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os promotores do Gecoc Antônio Luiz, Hamilton Carneiro Jr. e Luiz Tenório.
Operação Kapnós
Kapnós é uma palavra de origem grega que significa tabaco e, que por sua vez, remete a fumaça. Na operação, ela tem duplo sentido. Faz referência ao produto alvo das investigações e a fumaça tóxica resultante do gás emitido pela combustão dos componentes químicos do produto. Como o cigarro é produzido de forma clandestina, sua confecção não obedece as regras sanitárias e higiênicas impostas pelos órgãos de fiscalização e controle.
O nome também tem sentido figurado, já que fumaça, metaforicamente, é um termo utilizado quando se quer falar que algo está sendo encoberto. Nesse caso, os levantamentos realizados indicam que as manobras feitas pelas quadrilhas tentam esconder a origem ilícita do dinheiro e dos bens.
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