Senador Paulo Paim participa de audiência pública sobre a reforma da Previdência
Audiência pública aconteceu no Centro de Convenções e contou com a participação de representantes de movimentos sociais
O senador gaúcho Paulo Paim (PT-RS) esteve em Maceió na última segunda-feira (11) para participar de uma audiência pública sobre a reforma da Previdência Social e outros assuntos de interesse dos trabalhadores. Representantes de diversos movimentos sociais também estiveram presentes no evento para debater reivindicações em torno dos direitos dos aposentados.
A audiência pública debateu o direito dos trabalhadores com foco na Previdência Social e a possibilidade de privatização do órgão, o trabalho escravo (PLS 432/13), a terceirização (PL 257/16), o combate à violência contra as Mulheres, combate a todos os preconceitos e a defesa da democracia. O evento foi organizado pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) e contou com a participação de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social do Estado de Alagoas (Sindprev-AL).
Durante o evento, Paulo Paim criticou todos os tipos de preconceitos, defendeu a democracia e afirmou que já viajou vários estados para debater as modificações que estão sendo apresentadas para a reforma da Previdência por parte do Governo Federal. Ele destacou alguns pontos importantes para pautar seu discurso contra essa nova reforma e disse não ser mais possível retirar nenhum direito dos trabalhadores, seja da área pública ou privada, do campo ou da cidade. Paim também defendeu o direito das mulheres se aposentarem aos 30 anos de contribuição.
“Dividimos o País em 15 regionais e estamos debatendo assuntos que estão na pauta do Congresso, como a terceirização, o trabalho escravo, a reforma da Previdência, entre outros itens que fazem com que mobilizemos a população para que o governo provisório de Temer não aprove, junto com o Congresso Nacional, propostas que entendemos ser contra o trabalhador, contra o aposentado e contra os que defendem o trabalho descente. Não vamos aceitar que rasguem a CLT, porque ela é dos trabalhadores”, afirmou Paulo Paim.
O senador destacou que objetivo final das audiências públicas é não permitir do pacote contra a Previdência e contra o trabalhador. “Hoje, a Previdência virou extensão do Ministério da Fazenda. Queremos que a devolvam aos trabalhadores. Vamos, ao final de todos os debates, levar subsídios aos senadores e deputados para rejeitem as mudanças propostas pelo governo interino, que só trazem prejuízos aos trabalhadores, sejam eles do setor público ou privado, seja da área rural ou urbana, sejam aposentados ou pensionistas, enfim, aos assalariados brasileiros”, ressaltou.
Paim também disse que se o Governo fizesse as cobranças devidas, não precisaria reformar a Previdência. Entre vários exemplos, destacou que, em relação aos créditos tributários de pessoas físicas, existem R$ 41 bilhões que são devidos por 1.300 contribuintes. O senador falou que o Brasil perde, por ano, R$ 100 bilhões somente com o contrabando. No primeiro semestre de 2015, o País perdeu R$ 258 bilhões em tributos sonegados. Em 2014, R$ 500 bilhões.
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