Gestantes devem realizar testes rápidos de sífilis e HIV para evitar transmissão para o bebê
Em 2015, cerca de 90 gestantes em Alagoas tinham o vírus HIV, segundo dados do Programa de Combate às DSTs e AIDS da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que registrou um aumento no número de mulheres diagnosticadas com HIV e sífilis. O número preocupa a pasta, que notificou de janeiro a maio 44 crianças expostas à transmissão vertical. O teste rápido realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) pode prevenir o contágio do bebê no momento do parto.
“O exame é realizado a partir da coleta de uma gota de sangue, coletada da ponta do dedo, sendo o resultado revelado em menos de 30 minutos”, explicou a coordenadora do Programa de Combate às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e AIDS da Sesau, Mona Lisa Santos.
A coordenadora destacou que é importante que as grávidas realizem o teste rápido também para a sífilis. Isso porque, caso seja detectado que a gestante está infectada, a transmissão vertical do vírus, que é o contágio do recém-nascido pela gestante infectada, pode ser evitada.
“Com a detecção, o tratamento da sífilis será realizado na própria unidade e, na eventualidade da detecção do vírus HIV, haverá o encaminhamento para as unidades de referência, que em Alagoas são o Hospital Escola Hélvio Auto (HEHA), PAM Salgadinho e Hospital Universitário (HU)”, destacou.
O teste está disponível em Alagoas em 91 municípios e em 579 Unidades Básicas de Saúde. Mona Lisa ressaltou que, sem o tratamento, as chances de contágio da criança pelo vírus HIV são de 25%. “O diagnóstico precoce é imprescindível para que a mãe inicie o uso da medicação. Com o tratamento, as chances de contágio ficam abaixo de 1%”, reforçou a coordenadora.
Mulheres infectadas
De acordo com dados do Programa de Combate às DSTs e AIDS da Sesau, em 2015 foram registrados 91 casos de mulheres gestantes com o vírus HIV em Alagoas e, este ano, no período de janeiro a maio, foram notificadas 44 crianças expostas à transmissão vertical.
“O número de mulheres infectadas vem aumentando em Alagoas e passou de uma proporção de 15 homens para cada mulher, para dois homens para cada mulher. Por isso é essencial que as mulheres procurem as unidades de saúde
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