Produtos laticínios e feijão registram alta nos preços, aponta pesquisa
Secretaria do Planejamento divulgou o levantamento de preços do mês de julho; índice registrou 0,50% de variação
Desde que a crise econômica se acentuou no País, o comerciante Sérgio Luiz tem sentido uma retração no número de vendas feitas em seu negócio, localizado no Mercado da Produção, no Centro de Maceió. Há mais de 25 anos vendendo produtos laticínios, como os queijos manteiga e coalho, o vendedor é firme ao pontuar que é preciso investir na criatividade e nas promoções para atrair o cliente maceioense.
Verdadeira e cada vez mais atual, a realidade vivida por tem se tornado rotina não só para ele, mas também para vários outros comerciantes maceioenses. Uma prova disso, por exemplo, é a constante variação de preços de itens que compõem a cesta básica alimentar, que acaba modificando a forma de consumo da população.
Para se ter uma ideia de como está esse panorama, somente em julho de 2016 o Índice de Preço do Consumidor (IPC) da cidade de Maceió, divulgado mensalmente pela Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), registrou uma variação de 0,50%.
"Dentre os destaques de julho, podemos citar o grupo de Alimentação que teve uma variação significativa de 1,56%, quando comparado com a última pesquisa. A alta, nesse caso, deu-se principalmente por conta do aumento no preço do leite", explica o supervisor de pesquisas da Seplag, Gilvan Sinésio.
E, de fato, a alta do leite tem sido sentida pelos consumidores e comerciantes maceioenses. Pelo menos é o que revela o vendedor de queijos, Sérgio Luiz. "Anos atrás um quilo de queijo coalho saía por algo em torno de R$ 10,00. Hoje, no entanto, a média é de R$ 17,00. Isso se deve, principalmente, ao encarecimento do leite e das estiagens. Como a matéria-prima do queijo está mais cara, infelizmente, o produto também acaba encarecendo", conta o comerciante.
O levantamento do IPC ainda revela que produtos como o feijão massacar fradinho, floco de milho, bem como o fubá de milho, foram outros que contribuíram para a variação registrada no mês. Produtos como feijão e a carne, tradicionais na mesa do maceioense, apresentaram variações de 4,99% e 1,29%, respectivamente.
"Outros grupos também tiveram altas, mas, de forma geral, o de Alimentação foi o que mais chamou atenção. Só na cesta básica, a variação atingiu o índice de 1,09%, o que comprometeu mais de 38% do salário do consumidor para a aquisição do produto aqui na capital", ressalta Sinésio, ao pontuar a importância de realizar pesquisas na hora da compra.
"De modo geral, é tendência que os comerciantes não queiram fazer estoque de seus produtos. Por isso, vale pesquisar e investir na famosa pechincha para conseguir comprar itens com descontos. Mesmo com uma queda no Índice em relação ao último mês, a dica é sempre a mesma: ter criatividade na hora da compra", finaliza o pesquisador.
Para ter acesso a todos os números do IPC de julho, basta entrar no portal Alagoas em Dados e Informações e conferir a pesquisa na íntegra. Acesse: http://goo.gl/9AFwBY.
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