No mês do júri, tribunal realiza mutirão com a presença de 37 promotores
O Ministério Público Estadual de Alagoas vai participar do Mês Nacional do Tribunal do Júri. A partir da próxima quinta-feira (03) até o final de novembro, 37 promotores de Justiça vão estar no fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, localizado no Barro Duro, na capital, e, também, em 36 municípios do interior do Estado para atuar em ações penais relacionadas a crimes dolosos contra a vida, cujas pronúncias dos réus aconteceram há pelo menos sete anos.
Em Maceió, a previsão é para o julgamento de 26 processos. Neles, atuará um promotor de Justiça que já é titular do Tribunal do Júri: José Antônio Malta Marques, da 49ª Promotoria de Justiça. Os outros dois membros do Ministério Público serão Antônio Vilas Boas Sousa, que estará exercendo sua atribuição na 48ª Promotoria de Justiça e Anderson Cláudio de Almeia Barbosa, que ficará à frente dos julgamentos da 47ª Promotoria de Justiça.
Caso de repercussão
O promotor Antônio Vilas Boas Sousa estará no júri popular de Judarley Leite de Oliveira, acusado de matar o modelo Erick Ferraz, na madrugada do dia 01 de janeiro de 2012, na Av. Firmino Maia, Centro de Viçosa. Ele comemorava o réveillon ao lado da namorada, Érica Ferreira da Silva, quando os irmãos Jaysley Leite de Oliveira e Judarley Leite de Oliveira teriam iniciado uma confusão.
O Ministério Público ajuizou ação penal contra os Jaysley e Jurdarley e os acusou de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por meio de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Os irmãos também respondem por tentativa de homicídio contra Érica Ferreira da Silva, então namorada do modelo. Se forem condenados, os réus podem ser submetidos a pena de até 30 anos de reclusão. Erick foi assassinado com três tiros, todos nas costas, segundo laudo do Instituto de Criminalística.
O julgamento que levará Judarley ao banco dos réus está marcado para acontecer em 9 de novembro, às 8h, no Fórum da Capital. Ele acontecerá em Maceió graças ao pedido de desaforamento feito pelo promotor de Justiça de Viçosa, Anderson Cláudio de Almeida Barbosa. “Esse foi um crime de enorme repercussão aqui no município e, como a família do réu é temida na região e detentora de forte influência política, estava clara a impossibilidade do júri ocorrer na cidade. É óbvio que os jurados iriam se sentir intimidados, o que comprometeria, de pronto, a isenção do Conselho de Sentença”, explicou o promotor, acrescentando que também solicitou o desaforamento para o júri do outro acusado, Jasley Leite de Oliveira.
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