Tiro que matou estudante alagoano em blitz na PB foi dado pela frente, aponta IML
O tiro que matou o universitário alagoano Cícero Maximino da Silva Júnior, mais conhecido como Eduardo Júnior, de 20 anos, durante uma blitz policial na orla de João Pessoa, na Paraíba, no dia 21 de outubro deste ano, perfurou o pescoço da vítima pela frente e contradiz com a versão apresentada pelo condutor da moto. A informação foi repassada pelo delegado do caso, Reinaldo Nóbrega, nesta sexta-feira (11), com base no laudo cadavérico.
"Na hora do disparo, a ação do policial foi coerente. O condutor da moto disse que o tiro foi pelas costas e, na verdade, o laudo demonstrou que o tiro foi pela frente. Estamos esperando o resultado da reconstituição do crime para poder nos posicionar de maneira mais concreta", afirmou o delegado.
Ainda de acordo com o delegado, foi necessária a realização de um exame para descobrir o número de registro da arma que teria sido encontrada no local. "Foi feito um exame químico-metalográfico. Eles começam a raspar com produtos químicos o metal, como se faz também em carros adulterados, para a gente encontrar o número de registro dessa arma. Mas infelizmente ela ainda se encontra no Instituto de Polícia Científica", ressaltou.
O delegado disse também que a versão do depoimento do policial militar aponta que o jovem fez menção de puxar uma arma de fogo. "Se realmente ocorreu isso, seria uma legítima defesa. Estou esperando o resultado da reconstituição do crime para a gente poder ter uma afirmação e eu poder me posicionar de uma forma mais concreta", concluiu.
O caso
Um estudante universitário alagoano foi a morto a tiros na noite do dia 21 de outubro, após, segundo a Polícia Militar (PM), ter furado uma blitz, no bairro de Manaíra, na Paraíba.
Eduardo Júnior, 20, cursava Fisioterapia na Faculdade Maurício de Nassau e teria postado em rede social que estava a caminho do estado da Paraíba um dia antes de morrer.
Segundo a versão apresentada pela PM, o jovem não teria atendido uma ordem de parada, furando uma barreira policial. O estudante foi atingido por um disparo na região da cabeça.
Eduardo Júnior foi levado para o Hospital de Emergência e trauma Senador Humberto Lucena, mas não resistiu e morreu antes de receber atendimento médico.
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