TJ/AL retoma julgamento de réus da Operação Taturana nesta segunda-feira
Deputados estaduais teriam usado verba de gabinete para quitar empréstimos pessoais, diz Tribunal
O julgamento de réus envolvidos na Operação Taturana será retomado na manhã desta segunda-feira (28), a partir das 9h, em Maceió. O processo é conduzido pela 3ª Câmara Cível, por meio do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). As investigações apontam que deputados estaduais teriam usado verba de gabinete para quitar empréstimos pessoais.
De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal, serão analisadas novamente as situações dos réus sobre os quais houve divergência. Para isso, foram convocados mais dois desembargadores (Paulo Lima e Elisabeth Carvalho), abrindo a possibilidade de mudança do resultado. O julgamento começou no dia 22 de setembro. A acusação é feita pelo Ministério Público de Alagoas.
Na ocasião, o desembargador Domingos Neto votou pela manutenção das condenações dos réus Arthur César Pereira de Lira, Manoel Gomes de Barros Filho, Paulo Fernando dos Santos, Maria José Pereira Viana, Celso Luiz Tenório Brandão, João Beltrão Siqueira, Cícero Amélio da Silva, José Adalberto Cavalcante Silva, José Cícero de Almeida e Banco Rural, alterando apenas a multa aplicada a este último.
O julgamento foi suspenso por pedido de vistas do desembargador Fernando Tourinho e retomado em 3 de novembro, quando Tourinho votou acompanhando integralmente Domingos Neto. Já o desembargador Celyrio Adamastor divergiu, votando para reconhecer irregularidades processuais (“prejudiciais de mérito”) alegadas pelas defesas dos réus Arthur Lira, Cícero Amélio e Cícero Almeida. Devido à divergência parcial, o julgamento como um todo foi suspenso, conforme determina o artigo 942 do novo Código de Processo Civil.
Audiência
Já na quarta-feira (30), a partir das 9h, os magistrados Helestron Costa e Joyce Araújo, integrantes do Núcleo de Improbidade Administrativa do TJ/AL, retomam a audiência de instrução com a oitiva de nove testemunhas da defesa e dos réus Antônio Albuquerque, Cícero Ferro, Nelito Gomes de Barros, Edval Gaia, Maurício Tavares e Cícero Amélio.
Na quarta-feira (16), os magistrados e os promotores de Justiça Jamil Gonçalves, José Carlos Castro e Karla Padilha ouviram 16 testemunhas arroladas pelo Ministério Público Estadual. O processo segue em segredo de Justiça e não será aberto ao público.
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