Para realizar cirurgia de alto custo, família aciona a justiça e faz corrente em redes sociais
Ana Clara Tenório, 12 anos, tem um tipo de escoliose severa. O problema acumulou um líquido na medula que só pode ser retirado através de uma cirurgia. O valor? Cerca de R$ 140 mil, que deve ser pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O problema é que mesmo com o direito de realizar o procedimento gratuitamente, a jovem ainda não foi atendida pelo Estado.
O assunto é recorrente no noticiário: a judicialização da saúde. Junto de Ana Clara, existem milhares de pacientes que recorrem à justiça para conseguir remédios ou cirurgias de alto custo de forma gratuita.
Devido ao grave problema de coluna, a jovem Ana Clara não pode fazer muitas atividades, como correr, dançar, nadar, subir escada e até ações mais rotineiras como ficar muito tempo sentada ou deitar.
Por não ter como arcar com as despesas para o procedimento cirúrgico, a família acionou a justiça para que o estado seja obrigado a custear. No entanto, até o momento, mesmo por ordem judicial, a menina não teve acesso à cirurgia. A família recorreu à Defensoria Pública, que aconselhou a mesma a divulgar o caso nos veículos de comunicação e redes sociais.
“A defensoria nos aconselhou a divulgar através das redes de comunicação, tentando mobilizar a população para nos ajudar nessa corrente de fé para que o estado se sinta pressionado”, afirmou a mãe de Ana Clara, Ana Celina Tenório.
De acordo com o Secretário de Saúde do Estado de Alagoas, Christian Teixeira, em entrevista à TV Ponta Verde, o Estado analisa como cumprir as determinações judiciais de vários pacientes, tanto na compra de remédios e insumos, como na realização de cirurgias.
“A gente pode fazer um trabalho preventivo, que tem que ser em conjunto, com todas estas instituições, para que a gente possa encontrar uma solução e evite o desgaste, principalmente para o cidadão que mais precisa da saúde pública e não venha a sofrer tanto”, afirmou o secretário.
Assista na íntegra:
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