Deputados alagoanos usam redes sociais para comentar votação da reforma trabalhista
Ao todo, a reforma trabalhista aprovada, nesta madrugada, teve 297 votos a favor e 177 contra
A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (27), o projeto de lei da reforma trabalhista (PL 6787/16). A votação foi marcada por protestos dos deputados que foram contra a reforma. Mais de 100 mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) propostas por Michel Temer (PMDB) foram aprovadas pelos deputados.
Dos nove deputados alagoanos, três votaram a favor da reforma trabalhista, foram eles: Arthur Lira (PP), Nivaldo Albuquerque (PRP) e Pedro Vilela (PSDB). Os deputados Cícero Almeida (PMDB), Givaldo Carimbão (PHS), Paulão (PT), Ronaldo Lessa (PDT), Rosinha da Adefal (PTdoB) e JHC (PSB) votaram contra. Entre as questões mais polêmicas da reforma trabalhista estão o “negociado sobre o legislado” e o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical.
Após a votação, os parlamentares alagoanos utilizaram as redes sociais para comentar sobre a sessão na Câmara que define sobre as principais mudanças operadas com a reforma trabalhista.
Votaram a favor:
Por meio das redes sociais, o deputado Nivaldo Albuquerque (PRP) aproveitou para opinar sobre a sua decisão de ser a favor da reforma trabalhista:
"Nossa legislação trabalhista data da década de 40. De lá pra cá, mais de 70 anos depois, muito foi modificado nas relações trabalhistas. Então, nada mais justo do que avançarmos também e elaborarmos uma reforma que modernize nossa CLT. (...) Após me debruçar sobre o projeto da reforma trabalhista, percebi que na verdade muitos são os boatos que trafegam na rede sobre o tema. A reforma trabalhista NÃO retira direitos dos trabalhadores, apenas adequa e moderniza as relações de trabalho à atual realidade do mercado de trabalho e vai possibilitar a geração de novos postos de trabalho, contribuindo para solucionar a questão do desemprego que assola nosso país. Direitos adquiridos, jornada de trabalho e outras questões fundamentais aos trabalhadores são TODOS mantidos", escreveu. ??
Já o deputado Pedro Vilela (PSDB) destacou o fim da contribuição sindical:
"Todos os anos, o pagamento equivalente a um dia de trabalho não vai para o bolso do trabalhador, e sim, dos sindicatos, a título de 'contribuição sindical'. Um imposto que serve para sustentar dirigentes sindicalistas que muitas vezes não fazem um bom papel, não representam os trabalhadores e, ainda assim, mesmo quando o trabalhador nem é filiado à entidade, é obrigado a pagar", revela.
"São mais de 17 mil sindicatos no Brasil sustentados por esse absurdo imposto e que arrecadam cerca de R$ 3,6 bilhões anuais que não tem fiscalização do Tribunal de Contas da União. Defendo que a contribuição sindical passe a ser uma opção do trabalhador. Assim, só os sindicatos sérios e representativos sobreviverão", conclui.
Votaram contra:
Por outro lado, a deputada Rosinha da Adefal (PTdoB) votou contra a reforma trabalhista. A deputada usou as redes sociais para esclarecer sua preocupação com as mudanças impostas pelo texto.
"(...) Apesar dos avanços nas discussões, ainda temos que batalhar para evitar retrocessos, para evitar deixar desamparados aqueles que mais precisam, no momento que mais precisam. Ainda preocupa a questão do recebimento da pensão pós morte para pessoas com deficiência, a nova idade para acesso ao BPC, e o risco de ineficácia da Lei de Cotas com as mudanças da Reforma Trabalhista. Ainda temos chance de evitar todos esses prejuízos. Devemos seguir mobilizados", escreveu.
O deputado Cícero Almeida (PMDB), utilizou seu perfil no Facebook e emitiu a seguinte afirmação: "Estou desde cedo na Câmara dos Deputados, participando de votações de pautas de interesse de todos os trabalhadores brasileiro. Voto a favor do trabalhador, voto pela manutenção dos direitos trabalhistas".
Sobre seu voto, o deputado alagoano Givaldo Carimbão (PHS) escreveu a seguinte afirmação: "Eu, Deputado Givaldo Carimbão, votei CONTRA a Reforma Trabalhista. O meu papel na Câmara Federal é votar sempre a favor da população e das pessoas menos favorecidas". Em outra publicação, no dia da votação o deputado diz: "O Governo Temer mandou um projeto para aumentar de 11% para no mínimo 14% o pagamento do INSS dos trabalhadores. VOTEI NÃO para defender você trabalhador e conseguimos derrubar o projeto".
O deputado Paulão (PT) postou um vídeo nas redes sociais enquanto aguardava a votação. "Estou no Plenário da Câmara contra a Reforma Trabalhista e em defesa dos direitos d@s trabalhador@s", escreveu.
Já os demais deputados não se pronunciaram até o fechamento desta reportagem.
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