Justiça determina internação de garoto que matou colegas em Goiânia
A Justiça de Goiás acatou na noite deste sábado (21) a recomendação do Ministério Público do Estado e determinou a internação provisória, por 45 dias, do adolescente de 14 anos autor do ataque com arma de fogo no Colégio Goyazes, em Goiânia. Ele deve ser transferido neste domingo (22), de acordo com informações de funcionários da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais.
O jovem ficará internado até o julgamento do caso pelo Juizado da Infância e Juventude, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. O Ministério Público também solicitou que o adolescente seja colocado em separado dos demais internos, já que é filho de militares. Segundo o promotor, essa garantia ficou assegurada.
Apesar da juíza Maria Cezar Moreno Senhorelo, que estava de plantão, ter determinado que o jovem fosse encaminhado imediatamente para o Centro de Internação Provisória de Goiânia, o destino dele é incerto devido à falta de um local em que possa permanecer isolado.
A audiência de apresentação do adolescente à Vara da Infância e Juventude deve ocorrer na segunda-feira (23). A advogada da família, Rosangela Magalhães, disse que a decisão já era esperada e destacou que a maior preocupação é com a integridade do adolescente. “Além da repercussão do caso, por ser filho de militares, ele corre risco, este é o ponto que mais nos preocupa e vamos levar isso para a juíza, a necessidade de um local seguro que garanta sua integridade”, afirmou Rosangela.
Em sua decisão, a juíza Maria Cezar Moreno Senhorelo disse que "a custódia cautelar do adolescente é medida que se impõe para a garantia da ordem pública, considerando a gravidade em concreto do ato infracional análogo ao crime de homicídio consumado e tentado” e, por outro lado é também um "forma de preservar a integridade física do representado”.
Durante a tarde de sábado, o jovem foi ouvido pelo promotor de Justiça Cássio Sousa Lima, do Ministério Público do Estado de Goiás. A conversa durou uma hora. O pai do adolescente e a advogada da família, Rosangela Magalhães, acompanharam todo o procedimento. Segundo Rosangela, a mãe está internada desde sexta-feira em estado de choque. A família só vai se pronunciar oficialmente sobre caso depois da audiência de apresentação do adolescente à Justiça.
De acordo com delegado Luiz Gonzaga, da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais da Polícia Civil de Goiás, os depoimentos sobre o caso devem ser retomados nesta segunda-feira. Além do adolescente autor do ataque, seu pai, a coordenadora da escola responsável por acalmar o jovem após os disparos, os dois policiais militares que foram os primeiros a chegar no local e uma professora foram ouvidos pela polícia de forma preliminar ainda na sexta-feira.
Últimas notícias
MPF busca consenso para garantir áreas tradicionais de pesca em Porto de Pedras
Ziane Costa inaugura reforma e ampliação da EMEB Dr. José Correia Filho
[Vídeo] Morador pode ser punido por alimentar gatos em condomínio? Entenda
Junina Canarraiá é campeã do II Festival de Quadrilhas de Arapiraca
MPAL garante regularização do comércio no Estádio Coracy da Mata Fonseca
Caminhão fica preso após calçamento ceder no bairro Baixão, em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
