Farmácia tem obra interditada por auditores-fiscais do trabalho
Construção ocorria entre duas importantes avenidas da cidade
Mais uma obra, desta vez de uma farmácia, teve seus andaimes interditados por Auditores-Fiscais do Trabalho esta semana. O motivo: a falta de segurança para os trabalhadores desempenharem suas atividades. A construção ocorria no cruzamento de duas das principais avenidas de Maceió.
De acordo com o Auditor-Fiscal do Trabalho Alexandre Sabino, os andaimes foram interditados porque não ofereciam as mínimas condições de segurança para os trabalhadores. “Os andaimes estavam apoiados em locais frágeis e em materiais improvisados, o que facilitaria a ocorrência de acidentes graves caso houvesse alguma sobrecarga na estrutura”, comenta Sabino.
Ainda de acordo com o auditor-fiscal Alexandre Sabino. “Além disso, os pisos dos postos de trabalho estavam incompletos, facilitando a queda dos trabalhadores, já que estes também não tinham onde ancorar seus cintos de segurança. Como se não bastasse, os empregados precisavam escalar a estrutura metálica dos andaimes, já que nem todos tinham escada até o posto de trabalho e ainda por cima também não tinham proteção contra queda de trabalhadores e de materiais, facilitando tanto a queda dos operários quanto a queda de material em quem estivesse passando no térreo da obra”, explicou Sabino.
Alexandre Sabino revelou que os trabalhadores informaram que já haviam entregue as carteiras de trabalho. “Os funcionários revelaram que já havia cerca de três semanas que eles tinham entregue as carteiras de trabalho e que até o momento da fiscalização os responsáveis pela obra não tinham devolvido os documentos e eles não souberam informar se já estavam fichados”, disse o Auditor.
Sabino revelou que não houve denúncia e que a fiscalização estava se dirigindo para outro estabelecimento quando observou a falta de condições de trabalho dos funcionários e precisou intervir: “É importante que a população saiba que a Auditoria-Fiscal do Trabalho tem livre acesso a qualquer estabelecimento. Assim, quando constatamos grave e iminente risco à saúde ou à integridade física dos trabalhadores, aquele local passa a ser nossa prioridade”.
Além das irregularidades com os andaimes, na obra também não havia extintor de incêndio. “Infelizmente a Fiscalização do Trabalho não tem alternativa a não ser autuar todas as irregularidades encontradas. O improviso sempre sai caro!”, concluiu o AFT
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