Equipe da Semas monitora trabalho infantil em cemitérios
Um dos mitos do trabalho infantil é de que este tipo de atividade ajuda a família a sobreviver. Estudos mostram que 48% das crianças se adolescentes trabalhadores não recebem remuneração pelos serviços prestados. Quando recebem, os valores são insuficientes para alterar sua condição de vida e de sua família.
Com o objetivo de coibir essa prática quando antecede o Dia de Finados, mais um cemitério recebeu a visita da equipe do Serviço de Abordagem Social(Seas) da Secretaria Municipal de Assistência Social(Semas). Dessa vez, a ação educativa aconteceu na parte alta da cidade, no Cemitério São Luís, localizado no bairro da Santa Amélia.
Segunda a psicóloga do Seas do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) Santa Lúcia, Luciana Batista, o trabalho da equipe é educativo para coibir o trabalho infantil nos cemitérios. “Estamos orientando a população sobre o que é trabalho infantil e suas consequências, mostrando também a diferença entre o trabalho infantil e práticas educativas familiares. O trabalho infantil atrapalha o desenvolvimento cognitivo, moral e social de crianças e adolescentes, afastando-os também da escola”, explicou.
De acordo com a coordenadora de Enfrentamento ao Trabalho Infantil da Semas, Liranise Alves, o Decreto n°6481 de junho de 2008, diz que o trabalho nos cemitérios é considerado uma das piores práticas de trabalho infantil. O item 71 destaca que em cemitérios crianças e adolescentes estão expostas a esforços físicos intensos, calor, riscos biológicos (bactérias, fungos, ratos e outros animais, inclusive peçonhentos, riscos de acidentes e estresse psíquico.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Celiany Rocha, durante o Dia de Finados, o número de crianças e adolescentes colocados em situação de trabalho infantil – em alguns casos pelos próprios pais ou responsáveis – aumenta consideravelmente. “Além das ações de conscientização, outra importante ferramenta de combate a esta prática continua sendo o Disque 100. A população pode colaborar denunciando casos de trabalho infantil ou de qualquer outra violação de direitos”, ressaltou a gestora.
Os casos de trabalho infantil identificados nos cemitérios serão encaminhados ao Conselho Tutelar de cada região para que essas crianças e adolescentes saiam dessa condição de exploração e tenham acesso às políticas públicas de assistência social, saúde e educação. Na última segunda-feira(29), foram visitados os cemitérios da Piedade e São José, no Prado e Jaraguá. Nesta quarta-feira (31), será a vez dos cemitérios de Ipioca e Riacho Doce.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
