Receita aciona PF após acesso a dados do presidente
Foi aberta sindicância para apurar as circunstâncias nas quais esse acesso foi feito
A Receita Federal informou nesta sexta (5) que acionou a Polícia Federal após identificar o acesso de dois servidores a informações fiscais do presidente Jair Bolsonaro e integrantes de sua família.
Segundo o fisco, foi aberta uma sindicância no órgão para apurar as circunstâncias nas quais esse acesso foi feito.
"A sindicância concluiu que não havia motivação legal para o acesso e, por esta razão, a Receita notificou à Polícia Federal ao mesmo tempo em que iniciou procedimento correicional, visando apurar responsabilidade funcional dos envolvidos", informou em nota.
O órgão não deu mais informações sobre os servidores ou sobre quais parentes de Bolsonaro tiveram os dados acessados.
Bolsonaro comentou o episódio em uma rede social na noite desta sexta.
"Desde o início do ano passado 2 funcionários da Receita acessaram ILEGALMENTE informações fiscais de minha pessoa e familiares. Procuravam algo para vazar e me incriminar por ocasião da eleição. Sindicância da Receita concluiu não haver 'legalidade para acesso' e notificou a PF", escreveu o presidente.
Em fevereiro deste ano, a Receita também notificou a Polícia Federal após o vazamento de ações de fiscalização sobre autoridades.
O pedido foi feito após vir a público a informação de que teria sido aberta investigação sobre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e sua esposa, Guiomar Mendes.
A apuração teria como objetivo identificar supostos "focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência" do ministro e de sua mulher.
A Receita reconheceu que Gilmar foi alvo de apuração preliminar interna do órgão. Em nota, o fisco ponderou que não pactua com "ilações de práticas de crimes" e disse que não há procedimento formal de fiscalização sobre o magistrado.
Ao pedir que o presidente do STF, Dias Toffoli, buscasse apuração dos fatos, Gilmar afirmou que os documentos deixariam claro que se trata de investigação criminal, o que "aparentemente transborda do rol de atribuições dos servidores inominados".
Segundo o órgão do Ministério da Economia, o dossiê que trazia os documentos sobre Gilmar foi identificado, bem como as pessoas que tiveram acesso ao procedimento de tramitação restrita. A identificação dos responsáveis pelo vazamento ainda está em apuração, informou.
Dias depois, o secretário especial da Receita, Marcos Cintra, afirmou que a investigação dos auditores fiscais deve se restringir à área tributária.
"Não compete à Receita Federal fazer a investigação que foi feita", afirmou Cintra, referindo-se ao caso de Gilmar e Guiomar Mendes.
Cintra também criticou o vazamento da investigação, o que considera ilegal . "Não sei exatamente o que quer dizer com extrapolar mas que houve claramente um juízo de valor naquela avaliação houve. E o ministro [Gilmar] não estava em um processo de fiscalização, ele jamais foi intimado para apresentar a sua defesa."
Veja também
Últimas notícias
Dois acidentes na AL-220 deixam o trânsito lento em Arapiraca
Polícia Civil apreende adolescente suspeito de envolvimento em mais de dez homicídios
Polícia Civil prende suspeito de roubo de encomendas avaliadas em mais de RS 21 mil
Traficante conhecido como 'Açougueiro' é baleado durante operação do Bope
São Sebastião celebra Dia do Professor com festa, música e sorteio de prêmios
Motociclista fica ferido após colidir na traseira de carro em Palmeira dos Índios
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
