Mutange: mais de mil moradores ainda precisam se cadastrar
O prazo foi prorrogado e a ação segue até este sábado (20)
Desde o dia 10 de julho, a Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), realiza o cadastramento para o aluguel social dos moradores do Mutange e da encosta do Jardim Alagoas. Até esta terça-feira (16), 627 moradores foram registrados, mas 1.040 pessoas ainda precisam se cadastrar.
O prazo foi prorrogado e a ação segue até este sábado (20). O atendimento funciona das 9h às 15h, na Escola Municipal Edécio Lopes, localizada na Rua Pedro Suruagy – antiga Antônio Procópio.
Segundo a assistente social da Semas, Emy Oliveira, apesar do dia movimentado, o número de cadastrados ainda é pequeno se comparado com o previsto pela Prefeitura de Maceió.
“Foram feitos 627 cadastros, mas a previsão é cadastrar 1667 moradores. É uma área considerada de extremo risco pelo Serviço Geológico do Brasil, a CPRM, e o objetivo é retirar essas pessoas para que elas possam alugar um imóvel em uma área segura. Após essa etapa de cadastramento, divulgaremos o banco que os moradores precisam procurar para receber o aluguel social”, detalhou.
A Dona Eunice Maria mora há 35 anos na região e conta que a preocupação com a família a fez procurar o cadastro. “Eu vim pensando na minha família e na nossa segurança, hoje moro em uma casa, mas ela tem que ser desocupada e eu quero ter onde morar”, afirma.
O representante do Núcleo de Defesa Civil (Nudec), Alex da Silva, conta da dificuldade em mobilizar os moradores do bairro. “Nos primeiros dias quase não houve adesão, infelizmente havia uma grande resistência e só nestes últimos dias de cadastro é que estamos tendo essa resposta e vendo as pessoas comparecerem. A área é de risco e precisa ser evacuada. Essa é a mensagem que estamos passando para os moradores da região”, pontuou.
Ao todo, serão contempladas 1.667 moradias de 22 ruas da área identificada pela cor rosa claro no Mapa de Setorização de Danos. A área é considerada muito crítica, conforme os relatórios técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que recomenda a desocupação.
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