Caso Marielle: milicianos do “escritório do crime” são alvo de operação
Policiais Civis cumprem quatro mandados de prisão e outros 20 de busca e apreensão
O Ministério Público e a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagraram, na manhã desta terça-feira (30), uma operação para cumprir quatro mandados de prisão e 20 de busca e apreensão contra o chamado “escritório do crime“.
O grupo, formado por milicianos, é investigado por uma série de crimes, incluindo o assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, ocorrida em março de 2018.
De acordo com informações do site G1, o primeiro alvo a ser preso nesta manhã foi Leonardo Gouveia da Silva, o Mad ou Paraíba, que estava em uma mansão em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O escritório do crime é alvo de investigações há mais de 10 anos pela prática de crimes como assassinatos e execuções por encomenda.
Veja o nome dos alvos da operação:
Anderson de Souza Oliveira, o Mugão;
Leandro Gouveia da Silva, o Tonhão, irmão de Mad;
Leonardo Gouveia da Silva, o Mad ou Paraíba, preso;
João Luiz da Silva, o Gago.
Escritório do crime
A primeira ofensiva dos investigadores envolvidos no caso Marielle Franco ao “escritório do crime” ocorreu no dia 23 de janeiro de 2019, quando foi deflagrada a operação Os Intocáveis, responsável por investigar milicianos que agem em Rio das Pedras. Na época, as autoridades do estado prenderam cinco pessoas suspeitas de envolvimento na execução da parlamentar e de seu funcionário.
Rio das Pedras é a região de onde partiu o Cobalt prata, com placa clonada, usado no assassinato da vereadora e do motorista. A informação foi comprovada durante a apuração do duplo homicídio por imagens de câmaras de segurança de vias e comércios.
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