Descarte de máscaras na pandemia pode virar problema ambiental
Quem anda por Maceió já as encontrou jogadas em via-pública
Com a pandemia do novo coronavírus surgiu um novo problema ambiental: as máscaras de proteção, sejam elas descartáveis ou de tecido, que invariavelmente terão um fim. Se descartadas de qualquer jeito, o impacto ambiental acaba sendo mais um dano da Covid-19.
A bióloga Ana Cecília Marques explicou que tudo começa a conscientização da população. “Na praça perto da minha casa já vi máscaras descartáveis e de tecido jogadas na rua. Esse não é um lixo comum e precisa ter o devido descarte”.
Ela lembra que o profissional da saúde é preparado para este tipo de situação, mas aos cidadãos em geral, não, e por isso, a tratam como um assessório.
“Ninguém deve deixar as máscaras usadas no chão de um estacionamento ou no chão. Embora o vírus possa se tornar inativo após alguns dias, o EPI usado deve ser descartado adequadamente e o mais rápido possível, para mitigar o risco de infecção de pessoas envolvidas no gerenciamento de resíduos”, completou.
Ela explicou que máscaras confeccionadas de tecidos compostos por fibras sintéticas, como o poliéster, o tecido pode levar até 400 anos para se decompor. Já os tecidos compostos por fibras naturais, como o algodão, levam no máximo um ano.
A Anvisa recomenda deixar de molho por meia hora em água e sabão. Ou em uma solução diluída em 10% de água sanitária.
Ainda não há um consenso sobre a vida útil e os médicos recomendam que é preciso observar se há desgaste na trama do tecido. Em média, estima que uma mesma máscara pode suportar até 30 lavagens.
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