Rosinha da Adefal é acusada de participar de esquema de desvio de dinheiro
A decisão judicial prevê que os acusados percam suas funções públicas que não sejam oriundas de concurso
Nesta segunda-feira (18), a Justiça Federal condenou Roseane Cavalcante Estrela, secretária da Pessoa com Deficiência , conhecida como Rosinha da Adefal, por peculato. De acordo com a decisão do juiz Vallisney de Oliveira refere-se ao período em que Rosinha era deputada federal, entre 2011 e 2013, e se envolveu em um suposto esquema de desvio de dinheiro vinculado ao aluguel de carros. O empresário Emerson Novais Duarte também foi condenado.
Na ação, o órgão afirma que os investigados desviaram mais de R$ 518 mil ao simularem supostos aluguéis de carros entre fevereiro de 2011 e novembro de 2013. Rosinha era deputada federal e a Câmara dos Deputados ressarcia a despesa declarada em notas frias emitidas pelo empresário Emerson Novais.
A decisão judicial prevê que os acusados percam suas funções públicas que não sejam oriundas de concurso. Vallisney de Oliveira ainda determinou quatro anos de reclusão para cada um dos réus, pena de 25 dias-multa, à razão de um salário mínimo vigente à época dos fatos, para cada dia de multa.
Dentro do mesmo entendimento, o magistrado substituiu a prisão por penas alternativas: 1.460 horas de serviços gratuitos à sociedade e o pagamento de R$ 30 mil aos cofres públicos. Também deverão pagar R$ 80 mil, cada um, como reparação dos danos. Esses valores impostos pela sentença criminal não impedem futura ação civil que vise especificamente o ressarcimento dos prejuízos causados.
O processo de investigação teve início em 2011, a então deputada Rosinha da Adefal contratou a empresa de Emerson, ENM Duarte, para alugar quatro carros – todos com mais de cinco anos de uso – sob o custo de R$ 12,8 mil mensais.
O MPF apurou que os pagamentos sempre foram feitos em dinheiro, diretamente ao empresário. Nesse aspecto, o MPF verificou haver superfaturamento no valor e constatou que não foi feita pesquisa de mercado para a contratação. “Na verdade, o referido contrato foi apenas repetido nos mesmos moldes, valores e placas de veículos negociados anteriormente com um antigo deputado federal por Alagoas, que não foi reeleito”, diz peça do MPF.
No decorrer das investigações, levantou-se as informações de que quase todos os carros locados pertenciam a terceiros e não a Emerson.
Veja também
Últimas notícias
Câmara discute afundamento dos bairros e espigões no Litoral Norte na próxima semana
Homem é encontrado morto com sinais de espancamento em Arapiraca
Perdão da dívida de MEI será automático a partir de 1º de janeiro; veja regras
Falsos veterinários são indiciados após castrações clandestinas em Maceió
Arthur Lira articula nos bastidores presidência da CCJ do Senado Federal
Circuito Câmara recebe crianças do projeto Mais Pela Educação
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
