Deputada Cibele Moura pede que lei de autoria dela seja cumprida e transporte intermunicipal mantido
Parlamentar afirma que serviço se tornou essencial e não pode parar 100%
A deputada estadual Cibele Moura (PSDB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) nesta quarta-feira (17) para defender a manutenção dos transportes intermunicipais de passageiros em todo o Estado durante a vigência do decreto para conter o avanço do coronavírus. Cibele é autora da Lei 8.306/20, que tornou o transporte rodoviário intermunicipal de passageiros, regular e complementar, como atividade essencial, impedindo sua paralisação mesmo na vigência de situações de emergência, calamidade pública ou anormalidade.
Ela destacou a liderança do governador Renan Filho (MDB) com o Estado ao adotar, segundo afirma, “medidas em sua maioria assertivas”, disse que os números de Alagoas, comparados ao do Brasil, mostram isso, porém, afirmou que a decisão divulgada na terça-feira, de paralisação dos transportes complementares, foi um erro.
“Essa Casa, na primeira onda da pandemia, já havia aprovado uma lei para que esse erro não fosse cometido mais uma vez, para que não viesse a acontecer também na segunda onda. A proibição do transporte intermunicipal não atinge somente o transportador, o motorista. Ela atinge a todo Estado de Alagoas. A lei é de minha autoria, mas é de todos aqui porque foi aprovada por unanimidade. A Casa se uniu para aprovar essa lei. O transporte intermunicipal não pode parar”, apelou Cibele”, afirmou a deputada.
Cibele lembrou ainda que "o transporte intermunicipal é uma das rodas que faz com que nossa economia gire, é quem traz o trabalhador que trabalha no Centro de Maceió, é quem leva o enfermeiro que mora na cidade de Paripueira até o HGE, do Pilar para prestar algum serviço em Maceió. Pessoa essa que paga um valor, que já é pré-estabelecido, que se programa durante o mês para pagar, e partir desse momento fica com seu direito de ir e vir, de sair do seu município para a capital e da capital para algum outro município cerceado”, afirmou.
A parlamentar também destacou que muitas vezes as cidades circunvizinhas fazem o papel de cidades dormitório, ou seja, “onde a população dorme e precisa vir aos centros urbanos para trabalhar, para poder colocar o pão na mesa dos seus filhos”, disse.
“O decreto saiu, mas não fala do transporte. Espero que esse seja o indicativo de que o governo entendeu que essa paralisação não poderia ser feita”, afirmou a deputada, ao dizer que ainda na terça-feira entrou em contato com o governador, a Arsal e os complementares para solucionar o problema, porque cem por cento não pode parar. É só isso que eles querem: trabalhar e ajudar o Estado de Alagoas”.
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