Ex-presidente da Braskem se declara culpado em esquema de suborno de US$ 250 milhões
Jose Carlos Grubisich admitiu ter conspirado para violar as disposições antissuborno da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior
O ex-presidente da Braskem SA, maior empresa petroquímica do Brasil, se confessou culpado em um esquema de suborno de US$ 250 milhões que envolve também sua controladora Odebrecht SA.
Jose Carlos Grubisich fez a declaração de culpa nesta quinta-feira no tribunal federal do Brooklyn, Nova York, admitindo ter conspirado para violar as disposições antissuborno da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior, além de ter falsificado os registros e relatórios financeiros da Braskem para ocultar subornos.
Ele foi acusado de suborno de autoridades em um processo de 2019.
Os promotores disseram que, entre 2002 e 2014, Grubisich e outros ajudaram a desviar US$ 250 milhões da Braskem para um fundo secreto, mantido em uma unidade de negócios da Odebrecht que "funcionava efetivamente como um departamento autônomo de suborno".
Os fundos foram então supostamente usados para pagar subornos a funcionários do governo brasileiro para conquistar e reter negócios para a Braskem, incluindo um grande projeto da estatal brasileira de petróleo, a Petrobras.
Ainda segundo os promotores, alguns subornos autorizados por Grubisich foram pagos depois que ele deixou seu cargo, em 2008.
Grubisich, de 64 anos, pode pegar até 10 anos de prisão nas duas acusações de conspiração em sua sentença marcada para 5 de agosto e concordou em perder US$ 2,2 milhões. Ele apresentou sua petição perante o juiz distrital dos EUA, Raymond Dearie.
Os advogados de Grubisich não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
Em dezembro de 2016, a Braskem e a Odebrecht se declararam culpadas e concordaram em pagar US$ 3,5 bilhões ao Departamento de Justiça para liquidar as acusações de suborno apresentadas por reguladores dos EUA, Brasil e Suíça.
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