Barbie homenageia cientista brasileira que ajudou no sequenciamento do coronavírus
Fabricante de brinquedos vai homenagear personalidades femininas que se destacaram na luta contra a Covid-19; além de Jaqueline Goes, outras cinco mulheres serão homenageadas
A Barbie vai ganhar um versão brasileira. Se em 1959 a boneca mais famosa do mundo tinha apenas um modelo, atualmente ela tem mais de 200 versões. Ela já foi fada, professora, veterinária e até astronauta, estimulando as crianças a serem o que quiserem.
No entanto, agora, pela primeira vez, a Barbie vai ganha a versão cientista brasileira e negra. A fabricante de brinquedos vai homenagear personalidades femininas que se destacaram na luta contra a Covid-19 e a biomédica brasileira Jaqueline Goes, que participou do sequenciamento do genoma do coronavírus, vai ganhar uma versão própria da boneca.
Feliz com a homenagem, ela diz que essa é uma oportunidade de incentivar e representar os mais jovens. “Para mim, enquanto cientista mulher e negra, ser um modelo para as novas gerações é provas que, por meio das oportunidades, os nossos talentos podem ser desenvolvidos e gerar frutos positivos para toda uma nação, mesmo que estejamos inseridos em um contexto social e estrutural que corrobora para o nosso insucesso.”
Apesar de não imaginar que se tornaria uma versão da Barbie, Jaqueline conta que desde pequena sabia que ia atuar na área da saúde. “Quando criança, por causa desse ambiente de trabalho da minha mãe, o hospital, eu tinha vontade de ser pediatra.
Ao longo do processo fui evoluindo e entendendo que não era exatamente a área médica que eu queria, então encontrei na biomedicina aquilo que eu buscava: trabalhar com a parte diagnóstica, entender o modo geral como são as doenças e como os processos biológicos funcionam, mas principalmente investigá-los para trazer soluções para as pessoas”, afirma.
Mentora de Jaqueline, imunologista da Universidade de São Paulo (USP), Ester Sabino, coordenou a equipe que realizou o sequenciamento do genoma do coronavírus em tempo recorde de 48 horas, se diz orgulhosa com as conquistas da aluna. Para ela, essa é uma representatividade para todas as mulheres cientistas.
“É um momento de alegria para todas as mulheres cientistas do Brasil por ter o país com uma representante entre as bonecas. Muitas crianças brincam e é importante que você pode ser cientista, que é uma pessoa que parece com a sua mãe, com você, que não é algo tão distante. É muito importante, a gente ficou muito contente”, afirma. Além de Jaqueline, outras cinco mulheres, consideradas heroínas da pandemia, serão homenageadas, como a enfermeira americana Amy O’sullivan; Audrey Cruz, que atuou na linha de frente em Las Vegas e teve papel de destaque no combate ao preconceito racial; a psiquiatra canadense Chika Stacy Oriuwa, que defendeu o combate ao racismo sistêmico na área da saúde; a professora de vacinologia Sarah Gilbert, do Rreino Unido, que foi líder no desenvolvimento da vacina de Oxford e a australiana Kirby White, que desenvolveu uma bata que pode ser lavada e reutilizada, permitindo que os funcionários da linha de frente continuassem atendendo os pacientes durante a pandemia.
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