Polêmica envolvendo 'Round 6' expõe fragilidade no controle do pais com filhos; pedagoga explica
O 7Segundos conversou com a psicopedagoga Patrícia Nayara sobre assunto
A série “Round 6”, da Netflix, é um sucesso em todo mundo. Mas, nesta semana, virou o centro de uma discussão sobre crianças, televisão, internet e a flexibilidade dos pais ou responsáveis.
Na quarta-feira (06), a direção de uma escola particular do Rio de Janeiro enviou uma carta às famílias dos alunos alertando para a repercussão da série entre as crianças e adolescentes. Os estudantes estariam “brincando” em alusão ao jogos violentos da série.
No documento, a escola reitera que ‘Round 6’ contem cenas de “violência explícita, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo, pederastia e palavras de baixo calão”.
O 7Segundos conversou com a psicopedagoga Patrícia Nayara sobre o assunto. Ela explica que se, qualquer incidente ocorresse nas dependências da unidade escolar, seria de responsabilidade da escola. “Mesmo que isso seja uma consequência de algo que vem de casa”.
No entanto, a psicopedagoga ressalta que os pais ou responsáveis precisam orientar o que seus filhos podem ou não assistir. “Se os pais colocarem alguma punição apenas, no momento que não estiverem, a criança vai assistir escondida. Os pais precisam assistir por conta própria e, assim, explicarem o porquê não é apropriado para elas”.
Patrícia Nayara explica que, quanto mais nova, a criança tem mais dificuldade de separar a realidade e a fantasia. O que pode interferir no desenvolvimento da escola como um todo; na personalidade, interferência nos conceitos éticos e morais e no aprendizado escolar.
“A criança pode chegar a desenvolver um transtorno de personalidade, ter conduta antissociais, reproduzir comportamentos inadequados. Quem produz a série faz seu papel quando coloca a classificação indicativa. Se não é adequado para faixa etária, elas não deveriam assistir. Os pais devem ficar atentos”, explica.
Além disso, a psicopedagoga acredita que os pais devem assistir ou julgar também o que se enquadra na faixa etária dos seus filhos para entender o conteúdo que eles estão consumindo.
“É preciso ficar atento se os conceitos éticos que estão sendo passados condizem com a criação que os pais querem para seus filhos”.
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