Santa Mônica: Mães e funcionários denunciam falta de recursos; direção emite nota à imprensa
Mães desesperadas choravam nos portões da Maternidade Escola Santa Mônica por falta de materiais necessários. Após a denúncia, a direção da unidade de saúde conseguiu garantir os insumos em conjunto com a Sesau e a Uncisal
Um vídeo gravado por uma mãe denunciou a atual situação da Maternidade Escola Santa Mônica. De acordo com relatos de mães e funcionários da unidade de saúde, recursos básicos como seringas e outros materiais estão em falta há semanas.
As seringas são utilizadas não só para a medicação dos bebês como, também, para a alimentação.
Uma mãe foi registrada aos prantos enquanto era acalmada por funcionários do local. “Eu estou com um filho na UTI aguardando por uma cirurgia no hospital e nem seringa para alimentar o meu bebê tem! Todo mundo aqui tem filho na UTI! Não tem seringa para alimentar, não tem seringa para dar os medicamentos para os nossos bebês, a gente vai fazer o que, a parte do governado?”, criticou em meio as lágrimas.
Outra mãe relatou que “está faltando gaze, está faltando luvas, está faltando seringa, está faltando tudo, a verdade é essa”. “O meu filho fez uma cirurgia, graças a Deus está se recuperando bem, mas ele está prestes a fazer outra cirurgia e aí, como é que a gente fica? Será que o meu filho vai usar a mesma seringa para se alimentar e para a medicação?”, questionou.
Segundo os funcionários, aproximadamente 20 bebês estão internados na UTI Neonatal, que é para casos graves. A falta de materiais já dura semanas.
Uma das funcionárias concedeu uma entrevista à TV e relatou que “já são semanas que a gente vem trabalhando sem insumos. Faltam seringas de 5ml, 10ml, 20ml, para fazer grandes medicações, com grandes volumes, para fazer a administração da oferta do leite das mães. Muitas vezes temos que até, infelizmente, reaproveitar e isso fica à visão delas, elas estão vendo, mas isso é uma forma de a gente não negligenciar o nosso trabalho porque, se a gente não prestasse assistência, mesmo sem condições, nós estaríamos negligenciando. Somos profissionais que estamos adoecendo mentalmente porque é uma pressão psicológica muito grande”.
A funcionária, que não quis ser identificada, ainda disse que até mesmo as máscaras cirúrgicas foram esgotadas e que funcionários em plantão terão que passar de 12 à 24 horas utilizando a mesma máscara.
Após as denúncias, a direção da Maternidade Escola Santa Mônica enviou uma nota à imprensa informando que já estava consciente sobre a demanda da falta de insumos e afirmando que tentou sanar o problema da falta de materiais para as equipes trabalharem.
A justificativa para a falta dos recursos necessários era de que os fornecedores desistiram, recentemente, de entregar o que havia sido encomendado com antecedência. “Em virtude da desistência de fornecedores de processos firmados com antecedência devida isso aconteceu”, dizia parte da nota.
Diante da crise na unidade de saúde, a direção da maternidade fez um esforço conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde e com a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL) e conseguiram garantir uma parte desses insumos para o hospital e aguardam uma outra parte para os próximos dias.
Últimas notícias
‘Palhaço’ é detido acusado de importunação sexual contra estudantes na Ufal
Homem é preso após esmurrar rosto da companheira em Maceió
Avô e neta vão parar na delegacia após briga e ameaças com faca em Arapiraca
Homem é preso após ameaçar a própria mãe e causar danos a veículos no Vergel do Lago
Homem é encontrado morto com marcas de violência em Marechal Deodoro
Jovem sofre tentativa de homicídio ao ser baleado em Matriz de Camaragibe
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
