Marcius Beltrão critica proibição da ampliação de voos com destino a Maceió
O secretário questionou os argumentos utilizados pela ANAC para proibir a ampliação após a flexibilização de medidas contra a Covid-19 no Estado
O programa Na Mira da Notícia entrevistou o secretário de Turismo de Alagoas, Marcius Beltrão, nesta segunda-feira (18). Na ocasião, o ex-prefeito de Penedo, falou sobre a proibição da ampliação de voos em Maceió, decisão tomada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), publicada na última sexta-feira (15).
O motivo que impede essa ampliação seria a pintura das pistas de voos e pousos, entretanto, um relatório técnico divulgado, aponta outros problemas de infraestrutura.
O secretário de Turismo reprovou a decisão tomada pela ANAC: “não entendemos o momento, porque eu me recordo muito bem que o aeroporto Zumbi dos Palmares, há alguns poucos anos atrás quando ele era administrado pela Infraero e a ANAC tinha a detenção de sua regulação na questão de quesitos de segurança e de conforto para os usuários, os fingers passaram quase quatro anos sem funcionar praticamente, sem os seus ar condicionados”.
Marcius Beltrão aponta o momento em que a situação passou a mudar, quando aeroportos começaram a serem privatizados. “Após o momento em que houve a privatização de alguns aeroportos, no caso a ganhadora da concessão foi Aena, uma concessionária de bandeira espanhola, foi dado um prazo para que pudesse se adequar a questão de alguns requisitos que nunca chegaram a serem atendidos”, disse Beltrão, pontuando em seguida que a ANAC não está errada por exigir a melhoria nos quesitos propostos na época.
O entrevistado diz não entender o motivo de ter que colocar uma pintura especial para o pouso das aeronaves. “E aí eu coloco e faço uma argumentação: se eu estou descendo pelo menos uns 70 voos por semana no aeroporto, um a mais, um a menos, na minha visão no quesito de segurança não interfere em nada, porque se não houvesse segurança não era para pousar avião nenhum”, avaliou.
A Aena solicitou a prorrogação do prazo para que pudesse atender aos requisitos da ANAC e, na última sexta-feira (15), a portaria foi publicada proibindo o aumento de fluxo aéreo no aeroporto Zumbi dos Palmares.
“A ocupação hoteleira é de 95% em Alagoas. O ticket aéreo de Maceió está caríssimo, por quê? Mesmo a LATAM estando acima de 100% de operação em Maceió enquanto no restante do Brasil está na média de 89%, nós ainda temos voos insuficientes para atender a demanda reprimida do destino à Alagoas e isso prejudica consideravelmente a hotelaria, os bares, restaurantes, ambulantes, profissionais liberais, os barraqueiros na beira da praia, e tantos outros profissionais que sobrevivem através do turismo, a exemplo do artesanato e tantas outras atividades econômicas que são imprescindíveis para a nossa economia, mas, acima de tudo, que dá dignidade à família alagoana”, destacou.
O secretário disse ter entrado em contato com membros da bancada alagoana, como o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e com a deputada federal Tereza Nelma (PSDB-AL). A deputada disse que marcaria uma videoconferência com a ANAC e Március sugeriu que a Aena participasse da reunião em questão.
“O que a gente pede é que haja sensibilidade por parte da ANAC para com as problemáticas que o Estado de Alagoas passa. A gente está em um processo que é um novo mundo, a pandemia colocou a alta-temporada de forma antecipada. A partir do momento em que houveram as flexibilizações da abertura de praia, bares e restaurantes, em menos de uma semana Alagoas já estava com sua taxa de ocupação hoteleira quase que no período de pré-pandemia”, concluiu, acrescentando que o novo método de trabalho home-office ajudou neste resultado.
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