Renan destaca na leitura de relatório final à CPI da Covid atraso na compra da vacina e omissão do governo
Relator destacou como maior legado as vidas salvas através do aumento da imunização ao longo dos trabalhos e da rejeição de ideias negacionistas
O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), destacou na apresentação do seu parecer final que a mais grave omissão do governo federal foi o atraso deliberado na compra de vacinas. Durante a sessão desta quarta-feira, Renan lê uma versão resumida do relatório, que pede o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e outras 65 pessoas, além de duas empresas (veja a lista completa aqui). Renan afirmou que a CPI da Covid é "histórica, exemplar, com muitas contribuições para a sociedade".
Para o relator, o maior legado da comissão são vidas salvas através do aumento da imunização ao longo dos trabalhos e da rejeição de ideias negacionistas.
— A Comissão obrigou o governo a abandonar a inação e o negacionismo para correr atrás de vacinas que, lá atrás, boicotou. São vidas preservadas, ainda que tenhamos uma das maiores letalidades do mundo pela incúria do governo. Esse é o nosso maior legado: vidas. A queda de infecções, mortes e hospitalização é consequência direta da imunização— disse.
Ele afirmou, ainda, que a gestão do presidente Jair Bolsonaro falhou com a administração pública no combate à pandemia. Renan classificou a condução como "trágica" e disse que Bolsonaro esteve "assessorado pelos piores ministros da história".
— Essa CPI é a primeira a comprovar as digitais de um Presidente da República na morte de milhares de cidadãos — declarou — Chegamos a uma das maiores letalidades do planeta, resultado funesto, sepulcral, derivado de muitos erros e práticas mortais que conjugaram heresias científicas fatais, como boicote irracional e deliberado às vacinas e experimentos de triste memória nazista com seres humanos. Nunca, exceto em regimes autoritários e sanguinários, a vida foi tão desprezada, vilipendiada. Isso se traduz mais assustadoramente nas mortes, mas também na fome, no desemprego, na indigência.
Renan afirmou que as recomendações do colegiado no parecer final devem ser ouvidas pelas demais instituições, frisando que "a história não perdoa os omissos e condenará os covardes". Também defendeu que haja pressão sobre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Supremo Tribunal Federal (STF) para dar continuidade aos encaminhamentos propostos pelos parlamentares.
O relator também enalteceu que a CPI inaugurou uma modalidade híbrida de investigação que "reconectou" a sociedade ao Parlamento, além de resgatar a sua credibilidade
— Abrimos a participação popular, nas perguntas, sugestões e informações. A CPI teve índices superlativos de aderência popular.
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