Advogado aciona Justiça para que OAB/AL não exija adimplência para votar nas eleições internas
Mandado de Segurança foi protocolado na Justiça Federal pelo advogado Agnes Cavalcante
A chapa 3 “de mãos dadas com a advocacia”, da subseção da OAB em Palmeira dos Índios, impetrou com um Mandado de Segurança na Justiça Federal para que a OAB/AL não exija adimplência da anuidade até o ano de 2020 para que os profissionais possam votar nas eleições marcadas para novembro deste ano. O candidato a presidente da 3ª subsecção, Agnes Cavalcante, explicou que a medida visa reparar uma injustiça com os advogados.
“Nós temos conversado e ouvido os clamores e os sentimentos de dificuldade que a nossa classe está tendo perante a pandemia. Principalmente, de ordem financeira e psicológica. Então, foi através desse sentimento que nos sensibilizamos e resolvemos impetrar esse Mandado de Segurança para dar o direito – que na verdade há uma dicotomia, uma obrigação, uma proibição - do advogado inadimplente votar. Então, nós não achamos justo que o advogado seja segregado desse momento tão importante para a advocacia”, explicou.
Segundo o Mandado de Segurança protocolado com o Nº 0817001-10.2021.4.05.8000, além de questões de natureza regimental, a chapa requerente entende que “no presente momento a manutenção da diferença entre adimplentes e inadimplentes no processo eleitoral da mencionada entidade de classe é, além de injusta, um grave contrassenso”.
Ainda de acordo com o documento protocolado na Justiça Federal, “as dificuldades para o exercício da advocacia aumentaram consideravelmente, levando-se, inclusive, a própria entidade no Estado de Alagoas a criar mecanismos de assistência social à advocacia vulnerabilizada, como, por exemplo, o auxílio funeral e o auxílio proteção”.
Para Agnes Cavalcante, o índice de inadimplência registrado é justificado pelos impactos financeiros provocados pela pandemia de Covid-19. “A atitude parece antidemocrática, desproporcional e de certo modo até elitista, uma vez que só confere o direito ao voto aos advogados e advogadas que conseguiram pagar suas anuidades no pior ano da pandemia, o que, aliás, não deixa de nos fazer relembrar a odiosa figura do voto censitário, outrora instituído no Brasil, em que critérios econômicos determinavam quem poderia (e quem não poderia) votar”, justificou.
Por fim, o candidato da chapa 3 “de mãos dadas com a advocacia” informou que em decisão proferida no último sábado (06), o magistrado competente indeferiu o pedido liminar, determinando intimar a OAB/AL para que se manifeste. Segundo o representante do grupo à frente da iniciativa, Agnes Cavalcante, a intenção é levar a discussão para os tribunais, inclusive até o Supremo Tribunal Federal (STF) se for esse o caso.
Últimas notícias
Carneiros e Mata Grande decretam emergência por estiagem no Sertão
Lei de Antonio Albuquerque endurece punições por violência em estádios de AL
Seris investiga possível soltura irregular de custodiado em Alagoas
Alagoas prepara investimento de R$ 7,2 milhões em rifles para combate ao crime
Estudo mostra que AL tem pior ocupação do país; JHC propõe modelo moderno de desenvolvimento
PGE considera viável contratação do Cebraspe para concurso da Sefaz
Vídeos e noticias mais lidas
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
