Tereza Nelma se reúne com Luiz Fux e firma parceria para agilizar pautas de proteção da mulher
A parceria foi firmada com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
A deputada Federal Tereza Nelma (PSDB/AL), que é procuradora da Mulher da Câmara dos Deputados, esteve em audiência na tarde desta terça-feira (09) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux, quando ficou definido que firmarão um Acordo de Cooperação Técnica através da Secretaria da Mulher.
O objetivo é unir esforços para as pautas relacionadas à proteção dos direitos da mulher e promover o fortalecimento da rede de apoio às mulheres visando seu aperfeiçoamento.
Foram debatidas também a pouca efetividade em relação às respostas de ações e questionamentos feitos aos órgãos do Poder Judicário em relação à denúncias de violência contra as mulheres, visando contribuir para o aperfeiçoamento do sistema de apoio por parte do Judiciário.
Tereza Nelma informou ao ministro sobre o monitoramento das denúncias que chegaram até a Procuradoria da Mulher da Câmara. Foram expedidos mais de 600 ofícios requerendo providências e informações, e apenas 157 tiveram respostas.
O Observatório Nacional da Mulher na Política, criado na gestão de Tereza como procuradora também fez parte da pauta. Ele foi criado em julho de 2021 como mecanismo para aferição dos indicadores das políticas públicas e da legislação voltada à inserção de mulheres nos espaços de tomada de decisão. Tem por finalidade investigar, produzir e agregar conhecimento sobre a atuação política de mulheres nas instituições democráticas do Brasil, reunindo produções acadêmicas e estatísticas. Funciona em três eixos de pesquisa: 1 - Violência Política contra a Mulher; 2 - Atuação Parlamentar e Representatividade; e 3 - Atuação Partidária e Processos Eleitorais.
Caso Mariana Ferrer
Na audiência com Fux, a procuradora da Mulher aproveitou para atualizar o ministro sobre o caso Mariana Ferrer: "Ao todo, 26 autoridades foram oficiadas pela Secretaria da Mulher, com informações sobre as particularidades do caso. Deste total, recebemos apenas duas respostas, inclusive com negativas da parte do Judiciário de Santa Catarina em receber comitiva da Procuradoria da Mulher da Câmara. A Secretaria também solicitou a federalização do caso, sendo que a absolvição do réu acabou sendo decidida antes da análise do pedido de federalização", informou a procuradora.
Sobre os Juizados de Violência contra a Mulher, a procuradora pontuou a necessidade de concretização da competência híbrida desses órgãos, por meio da implantação de varas em todo o território nacional. "Atualmente, existem apenas 139 varas exclusivas para processar e julgar os casos em tramitação enquadrados na Lei Maria da Penha e, em algumas localidades, as varas não são exclusivas. Portanto, é necessário ampliar o número de varas híbridas para que se efetive a prestação jurisdicional com maior efetividade", disse Tereza Nelma.
Últimas notícias
Oito em cada dez pacientes chegam com desnutrição ao Hospital do Idoso de AL
Justiça autoriza volta do funcionamento de três bets no Brasil
AL ultrapassa marca de 43 mil empresas constituídas no ano e bate novo recorde
Carro atinge viatura da Polícia Civil e caminhão estacionado em Arapiraca
Vazamento de gás de cozinha mobiliza Corpo de Bombeiros no Jacintinho
Ronda no Bairro intensifica policiamento em praças com a Operação Praça Segura
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
