Estudante de medicina é suspensa de atividades acadêmicas por 6 meses
A irmã da paciente concedeu entrevista e apontou a atitude da estagiária como um motivo da morte
Na manhã desta quarta-feira (9) foi realizada uma reunião entre o colegiado do Centro Universitário Cesmac para discutir o futuro da estudante de medicina do 9º período que ironizou a morte de uma paciente nas redes sociais. Após o debate, a instituição de ensino optou por apenas suspender a aluna de todas as atividades acadêmicas por um período de 6 meses. Mesmo com a decisão do colegiado, o Conselho Superior da faculdade irá se reunir nesta quinta-feira (10) para decidir se o tempo de suspensão será prolongado.
Durante a reunião do colegiado na manhã de hoje, a aluna foi ouvida pela Coordenação Pedagógica e pela Coordenação de Internato do Cesmac. De acordo com ela, não era a intenção causar todo esse constrangimento e desrespeitar a paciente.
O coordenador do curso de medicina do Cesmac, André Falcão, relatou que a estudante estava emocionada no momento em que se pronunciou sobre o assunto. Para ele, a situação serviu como aprendizado para a aluna e um exemplo para todos os outros profissionais da área da saúde.
A atitude antiética da estudante foi duramente criticada nas redes sociais. Apesar de toda a polêmica causada por ela, o secretário de Saúde de Marechal Deodoro, Sival Clemente, diz que a parceria entre o município e a instituição de ensino irá continuar. De acordo com ele, essa foi a primeira denúncia grave que foi registrada desde o momento em que o programa foi iniciado.
"Assim que tivemos conhecimento do acontecido entramos em contato com a coordenação de estágio do curso de medicina do Cesmac para informar e, ao mesmo tempo, solicitar que a estagiária fosse desligada do estágio", relatou o secretário, acrescentando que a Secretaria de Saúde do município não compactua com esse tipo de comportamento.
Ele afirma que os profissionais de saúde de Marechal Deodoro são "comprometidos, que prezam pela vida e que estão na missão de salvar vidas no dia a dia".
Os parentes da paciente morta, Lenilda da Silva Nunes, moram no povoado Tuquanduba, há 2km do Centro do município. A Secretaria de Saúde local se prontificou a ajudar a família caso seja procurada.
Vilma Leita, irmã da paciente, relatou que "a família está em choque, inclusive a filha dela, que veio de São Paulo". Ela ainda informa que a família está movendo uma ação contra a estudante.
Quando questionada sobre a interna ficar irritada por querer dormir, Vilma responde: "acho isso errado, ela não sabe que é essa a profissão dela? Ela não sabia que iria trabalhar de noite? Ela tem que atender a pessoa direito. Se ela, como uma estudante de medicina, está fazendo isso, eu quero ver quando for uma médica. Acho que ela vai matar muito paciente desse jeito, né?".
A irmã de Lenilda diz estar "revoltada" e que "a culpa toda é da estagiária". Ela ainda acrescenta que a situação seria diferente caso fosse um conhecido da estudante que estivesse precisando de atendimento médico de urgência.
Vale salientar que o estágio que a interna estava fazendo era da disciplina Urgência e Emergência, o que pressupõe um pronto-atendimento.
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