Prefeita de Atalaia denuncia desvio de R$ 11 milhões do Fundeb: “até carro enterrado tinha”
Ceci Rocha acusa gestão anterior de ter “sumido” com dinheiro as vésperas da eleição
A prefeita de Atalaia, Ceci Rocha, acusou a gestão anterior de ter causado prejuízos aos cofres públicos que provocaram o caos administrativo. Segundo ela, R$ 11 milhões foram desviados dos recursos oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). As declarações foram dadas nesta terça-feira (05), durante entrevista à Rede Antena 7 de Rádios.
Antes de fazer um balanço com os avanços do seu primeiro mandato como prefeita, Ceci Rocha fez questão de destacar as dificuldades que encontrou ao assumir a gestão municipal. Ela enfatizou o “sumiço" de cifras milionárias dos precatórios do Fundeb. O dinheiro poderia ser destinado para construção de escolas e melhorias na área da educação. Além disso, ela questiona o fato de uma transferência bancária ter sido efetuada as vésperas da eleição.
“Encontramos a cidade com salário dos servidores atrasados, os precatórios do Fundeb - que era para ter R$ 38 milhões e encontramos com apenas R$ 4 milhões - que até hoje não mexi nesse dinheiro. Em um dia só foram transferidos R$ 11 milhões perto da eleição, e até hoje ninguém sabe para onde esse dinheiro foi”, denunciou.
Embora não tenha revelado se formalizou a denúncia aos órgãos de fiscalização, Ceci Rocha falou que o caso gerou grande insatisfação por grande parte da população, principalmente pelos trabalhadores da Educação. “E tudo isso deixou a cidade e os professores muito desacreditados. A gente tinha uma folha atrasada, escolas e postos de saúde sucateados. Até carro enterrado a gente tinha”, afirmou a prefeita.
Apesar das dificuldades encontradas, Ceci Rocha disse que conseguiu equilibrar as finanças, garantindo a diminuição da evasão escolar e melhora nos serviços de saúde pública. “Encontramos a rede municipal com sete mil alunos, hoje já temos mais de dez mil. Pegamos uma saúde abandonada, onde exames de ultrassom não eram feitos e as mães não tinham nem como saber o sexo do filho”, concluiu a prefeita, afirmando que a solução foi cortar despesas e ter responsabilidade com o dinheiro público.
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